Preços da indústria caem 0,25% em fevereiro, aponta IBGE
Os preços da indústria registraram variação moderada em fevereiro, segundo dados do IBGE. O movimento reflete ajustes nos custos de produção e maior estabilidade após oscilações recentes.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou queda de 0,25% em fevereiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado indica recuo nos preços praticados pelas indústrias na porta de fábrica, sem a incidência de impostos e fretes, e reflete um movimento de acomodação após variações recentes no setor industrial. O indicador é considerado um termômetro importante para entender a dinâmica de custos na produção e seus possíveis impactos sobre a inflação ao consumidor nos meses seguintes.
IPP de fevereiro indica desaceleração dos preços
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou alta de 0,25% em fevereiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado aponta uma desaceleração em relação ao mês anterior e indica um movimento mais moderado nos preços da indústria, considerando os valores na porta de fábrica, sem a incidência de impostos e fretes.
Apesar do avanço no mês, o comportamento do indicador ao longo do tempo mostra oscilações nos custos de produção, influenciadas por fatores como demanda, variações cambiais e preços de insumos.
No acumulado de 2026, o IPP registra variação positiva, reforçando a tendência de pressão moderada sobre os custos industriais.
Ainda assim, o resultado de fevereiro sugere um cenário de maior estabilidade, com ajustes menos intensos do que os observados em períodos anteriores.
O IPP é um indicador importante para acompanhar a evolução dos preços no setor industrial e serve como um sinalizador antecipado da inflação ao consumidor, já que reflete as variações de preços antes da chegada dos produtos ao mercado final.
Variações de preços por setores
Na comparação entre janeiro e fevereiro, os preços da indústria brasileira apresentaram variações mistas entre os principais setores.
As indústrias extrativas registraram queda de 0,61%, com recuo generalizado entre os produtos, com exceção dos óleos brutos de petróleo, em linha com o mercado internacional.
O setor de alimentos caiu 0,87%, marcando o décimo recuo consecutivo. A baixa foi puxada principalmente pelo açúcar, enquanto leite e carne bovina tiveram alta por fatores como custo e demanda.
Já a indústria de produtos químicos apresentou leve queda de 0,26%, influenciada pela redução de custos, especialmente em fertilizantes, embora alguns segmentos tenham registrado aumento.
Entre as altas, a metalurgia avançou 1,41%, impulsionada pelos metais não ferrosos, com destaque para o ouro no mercado internacional.
O setor de máquinas e materiais elétricos teve a maior variação, com alta de 1,73%, refletindo o aumento nos custos de insumos como o cobre.
Já a indústria de veículos automotores apresentou variação de -0,68%, com destaque para a redução nos preços de veículos pesados e componentes.
No geral, o mês foi marcado por ajustes de preços influenciados por custos de produção e pelas condições dos mercados globais.



