Taxa de desocupação cai para 5,6% no trimestre encerrado em maio
Taxa de desocupação de 5,6% ocorre em um cenário de estabilidade no emprego privado com carteira, que somou 39,3 milhões de trabalhadores.
No trimestre encerrado em maio de 2026, a taxa de desocupação no Brasil atingiu 5,6%, marcando o melhor resultado para o mês desde 2012, segundo dados do IBGE. Essa queda reflete uma tendência de aquecimento no mercado de trabalho, com estabilidade em relação ao trimestre anterior e uma redução significativa em comparação ao ano passado. A pesquisa destaca a absorção de mão de obra e as mudanças nas categorias de emprego.
Desemprego fica no menor nível da série para maio
O índice de 5,6% ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou melhora frente ao mesmo período de 2025, quando a taxa de desocupação estava em 6,2%.
Essa diferença de 0,6 ponto percentual indica continuidade no processo de recuperação do mercado de trabalho, após os impactos mais fortes observados nos anos seguintes à pandemia.
A comparação com 2021 mostra a dimensão da mudança recente, já que a taxa de desocupação havia chegado a 14,9% naquele período, em meio aos efeitos econômicos da Covid-19.
Desde então, a ampliação das vagas e a retomada gradual de atividades produtivas ajudaram a reduzir o contingente de pessoas em busca de ocupação.
No trimestre encerrado em maio de 2026, a população ocupada chegou a 102,7 milhões de pessoas, com alta de 0,5% na comparação trimestral e crescimento de 0,8% frente ao ano anterior.
O avanço mostra que a estabilidade da taxa de desocupação ocorreu em um mercado ainda capaz de incorporar trabalhadores, mesmo sem mudanças expressivas em todas as categorias.
Ocupação cresce com mudanças entre categorias
O número de empregados no setor privado com carteira assinada ficou em 39,3 milhões, enquanto os trabalhadores sem carteira somaram 13,4 milhões, ambos sem variações relevantes diante do trimestre anterior.
Também permaneceram estáveis os grupos de trabalhadores por conta própria, com 26 milhões de pessoas, e de empregadores, com 4,2 milhões.
O setor público registrou aumento de 3,6% no número de empregados, alcançando 13,1 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio.
Apesar da expansão do contingente, o rendimento médio mensal desse grupo foi pressionado pela entrada de novos servidores com salários menores, alterando a composição interna da categoria.
Entre os trabalhadores domésticos, houve redução de 328 mil postos na comparação com o mesmo período do ano anterior, movimento associado à migração para ocupações formais com melhores salários e condições.
Esse deslocamento costuma aparecer em períodos de desemprego mais baixo, quando parte da força de trabalho encontra alternativas em setores com maior proteção trabalhista.
Os dados indicam um mercado de trabalho mais aquecido, mas ainda marcado por diferenças entre ocupações, vínculos e níveis de rendimento.
A queda anual da desocupação reforça a melhora do cenário geral, enquanto a estabilidade em várias categorias mostra que a qualidade das vagas continua sendo um ponto relevante para acompanhar nos próximos levantamentos.



