Desmatamento na Amazônia recua ao menor patamar desde 1988
Entre agosto de 2025 e julho de 2026, a área desmatada na Amazônia ficou em cerca de 3.335 km², uma redução aproximada de 42% frente ao período anterior.
O desmatamento na Amazônia brasileira atingiu um patamar sem precedentes nos registros oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com a menor área anual perdida desde que a medição começou, em 1988. A nova marca ocorre após décadas nas quais a derrubada da floresta chegou a dimensões muito superiores às atuais e coloca o resultado de 2026 como uma nova referência para acompanhar o avanço da meta brasileira de zerar a perda florestal até 2030.
Amazônia registra nova mínima histórica
Até agora, a menor marca da série pertencia ao ciclo entre 2011 e 2012, período no qual a perda de cobertura florestal havia somado 4.571 km².
O resultado mais recente ficou abaixo desse patamar pela primeira vez e reforçou uma diferença ainda maior quando comparado aos níveis observados durante os anos 1990.
Naquela década, a área destruída em determinados anos chegou perto de 30 mil km², dimensão quase nove vezes superior ao total identificado no ciclo atual.
A comparação histórica ajuda a mostrar a escala da mudança registrada desde os momentos de maior pressão sobre a floresta, embora o objetivo oficial ainda seja eliminar completamente o desmatamento até 2030.
A medição utilizada pelo governo faz parte do Prodes, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais que avalia anualmente a retirada da vegetação por meio de imagens de satélite.
Em vez de acompanhar o calendário comum, o levantamento considera o intervalo entre agosto e julho, escolha que reduz o impacto das nuvens sobre as imagens usadas na análise.
Cerrado registra menor marca desde 2001
Entre agosto de 2025 e julho de 2026, aproximadamente 3.335 km² de floresta foram desmatados na Amazônia brasileira, uma redução próxima de 42% na comparação com o ciclo anterior.
O recuo não ocorreu apenas no maior bioma do país, pois o Cerrado também terminou o período com o menor nível já identificado em sua própria série histórica.
A área retirada no Cerrado ficou próxima de 5.517 km², volume cerca de 24% inferior ao observado anteriormente.
Nesse caso, o histórico de acompanhamento começa em 2001, portanto o novo resultado estabelece a menor marca em aproximadamente duas décadas e meia de registros.
A presença de recordes mínimos simultâneos nos dois biomas amplia a relevância dos números recentes, já que Amazônia e Cerrado possuem características ambientais distintas e trajetórias próprias de ocupação.
Mesmo com as reduções, milhares de quilômetros quadrados de vegetação ainda desapareceram no período, o que mantém a evolução anual desses indicadores como referência central para medir a distância até a meta brasileira prevista para 2030.



