Saúde, Segurança e Meio Ambiente

Insônia atinge quase um terço dos adultos nas capitais brasileiras

Especialistas recomendam observar a frequência dos sintomas, especialmente quando a dificuldade para dormir aparece pelo menos três vezes por semana durante três meses.

Quase um terço dos adultos que vivem nas capitais brasileiras apresenta algum sintoma de insônia, segundo levantamento da Vigitel encomendado pelo Ministério da Saúde. O problema pode comprometer disposição, rendimento profissional, humor e qualidade de vida, sobretudo quando a dificuldade para dormir deixa de ser ocasional e passa a interferir de forma recorrente na rotina.

Hábitos e rotina podem prejudicar a qualidade do sono

A dificuldade para dormir pode ter relação com diferentes aspectos da rotina, desde horários irregulares até hábitos que mantêm o organismo em estado de alerta próximo ao período de descanso.

O consumo de cafeína nas horas que antecedem a noite, por exemplo, pode retardar o sono em pessoas mais sensíveis, sobretudo quando café, energéticos ou outras bebidas estimulantes fazem parte da rotina diária.

Bebidas alcoólicas também podem provocar uma falsa impressão de facilidade para adormecer, mas tendem a prejudicar a continuidade e a qualidade do sono durante a madrugada.

Outro fator importante está na ausência de horários regulares para dormir e acordar, já que mudanças frequentes dificultam a adaptação do relógio biológico responsável por organizar os ciclos de sono e vigília.

Estresse, preocupações persistentes e ansiedade também podem manter o cérebro em estado de alerta por mais tempo, o que torna mais difícil reduzir a atividade mental necessária para iniciar o descanso.

A exposição noturna a celulares, televisores e iluminação artificial acrescenta outra interferência, pois a luz recebida pelo organismo pode atrasar sinais biológicos associados ao início do sono.

Até mesmo cochilos prolongados ou realizados no fim da tarde podem reduzir a pressão natural do sono à noite, principalmente entre pessoas que já apresentam dificuldade para adormecer.

Quando esses fatores se repetem por longos períodos, noites insuficientes podem afetar disposição, concentração, humor e desempenho profissional, ampliando os efeitos da insônia para além do momento de descanso.

Mudanças de hábitos devem vir antes dos medicamentos

Especialistas apontam que a primeira abordagem para muitos casos de insônia deve priorizar ajustes comportamentais, antes que o tratamento avance para o uso de medicamentos.

A recomendação ganha importância porque hábitos cotidianos podem influenciar diretamente a qualidade do sono, especialmente quando horários, exposição à luz e rotina noturna permanecem desorganizados.

A frequência dos sintomas também funciona como um sinal de atenção, principalmente quando a dificuldade para dormir ocorre pelo menos três vezes por semana durante um período de três meses.

Nesse cenário, a orientação é buscar avaliação especializada, já que a persistência do problema pode afetar de forma mais ampla a saúde e a capacidade de executar tarefas cotidianas.

O impacto não aparece apenas durante a noite, pois noites mal dormidas podem reduzir disposição, alterar o humor e comprometer a concentração ao longo do dia.

Por esse motivo, identificar a repetição dos sintomas e revisar hábitos relacionados ao sono pode representar uma etapa importante antes de recorrer a intervenções medicamentosas.

Gabriele Noda

Colunista no segmento Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) | Gabriele Noda é Supervisora de Customer Success e possui mais de 8 anos de experiência no mercado industrial, o que a capacita a traduzir dados científicos em análises acessíveis sobre saúde, segurança e meio ambiente.

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