44% dos CEOs do Agronegócio Temem pela Viabilidade de suas Empresas
Os CEOs do agronegócio brasileiro estão otimistas quanto à economia, mas enfrentam desafios estruturais e climáticos, com 44% preocupados com a viabilidade de suas empresas em 10 anos. A pesquisa da PwC destaca a importância da integração da IA e parcerias estratégicas para aumentar a produtividade e inovação, apesar das dificuldades na realocação de recursos.
Os CEOs do agronegócio brasileiro estão em um dilema: otimistas com a economia, mas preocupados com a viabilidade futura. Um estudo da PwC revelou que 44% dos líderes acreditam que suas empresas não serão viáveis em dez anos sem mudanças significativas. Essa pesquisa destaca a necessidade urgente de adaptação e inovação no setor.
Otimismo Econômico e Desafios Estruturais
Os CEOs do agronegócio brasileiro demonstram otimismo em relação à economia local, com 76% acreditando em uma aceleração nos próximos 12 meses, conforme aponta a pesquisa da PwC.
Isso reflete uma confiança maior em comparação com a média global, que é de 57%. Essa perspectiva positiva é impulsionada pela resiliência demonstrada pelo setor após crises sanitárias e geopolíticas.
No entanto, esse otimismo vem acompanhado de desafios estruturais significativos. Os líderes do setor reconhecem a necessidade de transformações profundas para garantir a sustentabilidade a longo prazo.
A pesquisa revela que 44% dos CEOs temem que suas empresas não sejam viáveis economicamente em uma década, caso não ocorram mudanças substanciais.
Esses desafios incluem a necessidade de adaptação a novas tecnologias e a pressão para tomar decisões mais rápidas e precisas.
A chegada de novos competidores, muitas vezes de setores inesperados, também adiciona uma camada de complexidade à gestão dos negócios.
Portanto, a capacidade de inovação e a revisão dos modelos de negócios são cruciais para manter a relevância no mercado.
Impacto das Mudanças Climáticas no Agro
As mudanças climáticas representam uma ameaça significativa para o agronegócio, com 56% dos CEOs identificando este como o principal risco para o setor, muito acima das médias global e nacional.
Eventos climáticos extremos estão pressionando a produção e a competitividade, exigindo uma adaptação rápida e a adoção de soluções sustentáveis para mitigar os impactos.
Mauricio Moraes, sócio da PwC Brasil, destaca que, embora mudanças climáticas não sejam sinônimo de sustentabilidade, elas estão intimamente ligadas ao conceito.
A necessidade de acelerar a adaptação é urgente, pois o setor enfrenta desafios para manter a produtividade e a rentabilidade em um cenário de incertezas climáticas.
Além disso, a pesquisa indica que a falta de mão de obra qualificada é outro obstáculo, com 38% dos CEOs citando essa dificuldade.
O avanço na digitalização do setor requer profissionais capacitados, mas a atração e retenção desses talentos ainda são desafios a serem superados.
Para enfrentar essas questões, o agronegócio aposta na inteligência artificial (IA) generativa como uma ferramenta estratégica.
A expectativa é que a IA impulsione a produtividade e a lucratividade, ajudando a gerenciar riscos climáticos por meio de modelos preditivos.
Essa tecnologia está sendo cada vez mais utilizada para antecipar eventos climáticos e otimizar momentos críticos como plantio e colheita.
Integração da Inteligência Artificial no Setor
A integração da inteligência artificial (IA) no agronegócio está se tornando uma estratégia essencial para enfrentar os desafios do setor e melhorar a produtividade.
A pesquisa da PwC revelou que 61% dos CEOs esperam que a IA impulsione a lucratividade em 2025, um aumento significativo em relação ao ano anterior.
Essa expectativa é acompanhada por planos de integrar a IA a plataformas tecnológicas, com 86% dos líderes do setor já se preparando para essa mudança.
Embora os benefícios financeiros concretos ainda sejam limitados, com apenas 24% dos CEOs relatando aumento de lucratividade em 2024, a IA tem contribuído significativamente para a eficiência operacional.
A tecnologia está ajudando a reduzir o tempo dedicado a determinadas atividades e a gerar dados mais rápidos para a gestão e a tomada de decisões.
Mauricio Moraes, da PwC Brasil, destaca que a IA não está sendo implementada para causar desemprego, mas sim para exigir novas habilidades e gerar mais resultados no futuro.
A tecnologia está sendo utilizada para gerir riscos climáticos, com modelos preditivos que antecipam situações climáticas e ajudam em momentos estratégicos, como plantio e colheita.
Além dos ganhos em eficiência, a IA está impulsionando a inovação no setor, permitindo que o agronegócio se adapte rapidamente às mudanças do mercado e mantenha sua competitividade.
A adoção acelerada da IA generativa está transformando a maneira como as decisões são tomadas, tornando-as mais rápidas e precisas.
Fonte: Forbes Brasil



