Perfil e tendências do empreendedorismo informal no Brasil
O empreendedorismo informal no Brasil envolve cerca de 20 milhões de pessoas, predominantemente homens (66,4%) e negros (60,1%), com a maioria na faixa etária de 30 a 49 anos. A escolaridade dos empreendedores formais é mais alta, com 44,5% tendo Ensino Superior Incompleto ou mais, e a formalização pode aumentar o faturamento em até 25%.
O empreendedorismo informal no Brasil envolve cerca de 20 milhões de pessoas, segundo o Sebrae. Representando 66% dos empreendedores, esses indivíduos movimentam a economia sem CNPJ. A pesquisa destaca o perfil por gênero, raça e escolaridade, mostrando tendências e desafios enfrentados por esses trabalhadores.
Perfil de gênero, raça e idade dos empreendedores informais
O perfil dos empreendedores informais no Brasil revela uma predominância masculina, com os homens representando 66,4% desse grupo.
No entanto, a participação feminina tem crescido, registrando um aumento de 3 pontos percentuais no último trimestre de 2024 em comparação ao mesmo período de 2015. Essa mudança reflete a crescente presença das mulheres no mercado de trabalho informal.
Quando analisamos a questão racial, os negros (pretos e pardos) são a maioria entre os empreendedores informais, compondo 60,1% desse universo.
Em contraste, no empreendedorismo formal, apenas 38,3% dos empresários são negros, apesar de um aumento de 7 pontos percentuais nos últimos anos.
Em relação à idade, a maior concentração de empreendedores informais está na faixa etária de 30 a 49 anos, representando mais de 46% do total.
Além disso, houve um crescimento significativo de jovens empreendedores informais, até 24 anos, que agora representam 8,3% deste grupo, uma taxa superior à dos jovens no empreendedorismo formal, que é de 4,3%.
Impacto da escolaridade e formalização no empreendedorismo
A escolaridade desempenha um papel crucial no empreendedorismo, influenciando tanto a formalização quanto o sucesso dos negócios.
Entre os empreendedores formais, 44,5% possuem Ensino Superior Incompleto ou mais, contrastando com apenas 16,2% dos informais.
Essa diferença significativa destaca a importância da educação na profissionalização e no crescimento dos negócios.
Apesar disso, observa-se uma tendência de melhoria na escolaridade entre os empreendedores informais, com um aumento de 7 pontos percentuais na faixa de ensino superior incompleto ou mais, e 10 pontos percentuais no ensino médio completo.
Esse avanço sugere que a busca por educação está se tornando uma prioridade, mesmo entre aqueles que operam fora da formalidade.
A formalização dos negócios traz benefícios significativos, como o potencial de aumento de faturamento em até 25%, conforme apontado pelo Sebrae.
Isso ocorre porque a formalização permite acesso a financiamentos, parcerias e mercados maiores, além de proporcionar segurança jurídica e benefícios previdenciários aos empreendedores.
Fonte: Agência Sebrae



