Cases e Análises

Como o impacto ambiental da IA ameaça metas de sustentabilidade

O impacto ambiental da IA é considerável, pois modelos de IA consomem muita energia e geram emissões de CO2, com prompts complexos podendo liberar até 50 vezes mais CO2. É crucial encontrar um equilíbrio entre eficiência energética e precisão, promovendo o uso consciente da IA para mitigar seu impacto ambiental.

O impacto ambiental da inteligência artificial (IA) é uma preocupação crescente à medida que seu uso se expande. Modelos de IA consomem energia significativa, gerando emissões de CO2. Estudos destacam a necessidade de equilibrar eficiência energética e precisão, enquanto usuários são incentivados a considerar o custo ambiental de suas interações com IA.

Consumo de energia dos modelos de IA

O consumo de energia dos modelos de inteligência artificial (IA) é um tema de crescente preocupação, especialmente à medida que a tecnologia se torna mais onipresente.

Modelos de IA, como o ChatGPT, demandam uma quantidade significativa de eletricidade para processar e gerar respostas.

Por exemplo, uma solicitação feita ao ChatGPT consome até 10 vezes mais eletricidade do que uma pesquisa no Google, conforme dados da Agência Internacional de Energia.

Os centros de dados, que são essenciais para o funcionamento dos modelos de IA, também são grandes consumidores de energia.

Em 2023, eles representaram 4,4% de toda a eletricidade consumida nos Estados Unidos, com a projeção de que esse número aumente para algo entre 6,7% e 12% até 2028.

Esse crescimento está associado ao aumento no número de centros de dados globalmente, que passou de 500 mil em 2012 para mais de 8 milhões em 2024.

Além disso, diferentes modelos de IA utilizam números variados de parâmetros, que são variáveis internas que um modelo aprende durante o treinamento. Modelos com mais parâmetros geralmente têm um desempenho melhor, mas também consomem mais energia.

Emissões de CO2 e sustentabilidade

As emissões de CO2 associadas aos modelos de inteligência artificial (IA) são uma preocupação crescente no contexto da sustentabilidade.

Estudos recentes indicam que certos prompts de IA podem liberar até 50 vezes mais emissões de CO2 do que outros, dependendo da complexidade e do número de “tokens” gerados durante o processamento.

Modelos de IA que realizam tarefas de raciocínio complexo tendem a gerar mais emissões, pois produzem mais “tokens” de pensamento antes de fornecer uma resposta. Isso ocorre independentemente da precisão da resposta final.

Por exemplo, modelos de raciocínio habilitados, como o modelo Cogito, foram considerados os mais precisos, mas também os que mais emitem CO2, produzindo três vezes mais emissões do que modelos de tamanho similar que geram respostas mais concisas.

A atual troca entre precisão e sustentabilidade nos modelos de IA é um desafio significativo. Nenhum dos modelos que mantiveram emissões abaixo de 500 gramas de CO2 equivalente alcançou mais de 80% de precisão em responder corretamente a 1.000 perguntas.

Essa realidade destaca a necessidade de otimizar tanto a eficiência energética quanto a precisão nos modelos de IA, buscando um equilíbrio que minimize o impacto ambiental sem comprometer a qualidade das respostas.

Fonte: Time

Willian Souza

Colunista no segmento Cases e Análises | C.O.O. no Grupo Ideal Trends, com ampla experiência como líder de operações e gerente de projetos. Também possui vasta experiência em marketing digital, tecnologia, inovações, gerenciamento de equipes, análise estratégica de mercados e competitividade industrial.

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