Cases e Análises

Brasil atinge 97,3% de reciclagem de latinhas de alumínio em 2024

Em 2024, o Brasil alcançou a impressionante marca de 97,3% de reciclagem de latinhas de alumínio, evidenciando seu compromisso com a economia circular. A logística reversa, conforme estabelecido pela Lei 12.305/2010, desempenha um papel essencial na sustentabilidade desse processo.

A reciclagem de latinhas de alumínio no Brasil atingiu um impressionante índice de 97,3% em 2024, consolidando o país como referência em economia circular. Esse marco é resultado do esforço conjunto entre catadores e associações, que promovem a logística reversa e a sustentabilidade. Com um ciclo de 60 dias, as latinhas retornam rapidamente ao mercado.

Logística reversa e sustentabilidade

A logística reversa é um dos pilares fundamentais para a sustentabilidade na reciclagem de latinhas de alumínio no Brasil.

Este processo envolve a responsabilidade dos fabricantes em garantir o retorno dos resíduos gerados pelos seus produtos, conforme estabelecido pela Lei 12.305/2010, conhecida como Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Essa prática não apenas reduz o impacto ambiental, mas também fortalece a economia circular, onde os materiais são continuamente reutilizados.

A Recicla Latas, em parceria com a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas), desempenha um papel crucial na coordenação desses esforços.

O sistema de logística reversa no Brasil é reconhecido por sua consistência e eficiência, permitindo que as latinhas sejam recicladas e retornem às prateleiras em apenas 60 dias.

Este ciclo rápido não só minimiza o desperdício, mas também contribui para a descarbonização do setor, reduzindo a necessidade de extração de novos recursos naturais.

Além disso, a logística reversa gera oportunidades econômicas ao longo de toda a cadeia de reciclagem, desde os catadores até as indústrias de reciclagem, promovendo o desenvolvimento sustentável e a geração de empregos em todo o país.

Desafios e soluções para catadores

Os catadores de materiais recicláveis desempenham um papel vital na cadeia de reciclagem de latinhas no Brasil, mas enfrentam diversos desafios.

Com cerca de 800 mil catadores atuando no país, muitos estão em situação de vulnerabilidade socioeconômica, sem remuneração adequada pelo trabalho de coleta.

Um dos principais desafios é a falta de reconhecimento e remuneração pelo serviço de coleta das latinhas.

Atualmente, os catadores são pagos apenas pelo material entregue às recicladoras, sem compensação pelo esforço de coleta. Isso limita o potencial de melhoria nas condições de vida desses trabalhadores.

Para enfrentar esses desafios, a Associação Nacional dos Catadores (Ancat) propõe que as prefeituras, em parceria com a iniciativa privada, financiem programas de pagamento pelo serviço de coleta.

Essa medida garantiria uma renda mais justa e digna aos catadores, valorizando seu trabalho essencial para a sustentabilidade e a economia circular.

Além disso, é importante que políticas públicas incluam catadores autônomos, não vinculados a cooperativas, nas iniciativas de logística reversa.

Isso ampliaria os benefícios e melhoraria a inclusão social desses trabalhadores, reconhecendo sua contribuição para a reciclagem e a redução de resíduos no país.

Fonte: Agência Brasil

Willian Souza

Colunista no segmento Cases e Análises | C.O.O. no Grupo Ideal Trends, com ampla experiência como líder de operações e gerente de projetos. Também possui vasta experiência em marketing digital, tecnologia, inovações, gerenciamento de equipes, análise estratégica de mercados e competitividade industrial.

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