Temperatura da Amazônia atinge limite do Acordo de Paris e Pantanal supera
A temperatura da Amazônia alcançou o nível máximo tolerado pelo Acordo de Paris, aponta estudo recente. O Pantanal, por sua vez, superou a marca e reforça a gravidade do aquecimento no país.
Um novo levantamento do MapBiomas acendeu um alerta sobre o avanço da crise climática no Brasil ao mostrar que a Amazônia atingiu o limite máximo de aquecimento previsto pelo Acordo de Paris, enquanto o Pantanal já ultrapassou essa marca. Os dados evidenciam que ambos os biomas estão entre os mais pressionados pelo aumento das temperaturas e pela aceleração de eventos extremos.
Amazônia atinge limite do Acordo de Paris
Um levantamento divulgado pelo MapBiomas aponta que a Amazônia já alcançou o limite máximo de aquecimento previsto pelo Acordo de Paris, sinalizando que a região entrou em uma zona de risco climático.
De acordo com a plataforma, que monitora mudanças ambientais por sensoriamento remoto, a elevação das temperaturas médias na floresta evidencia a velocidade com que os efeitos da crise climática têm avançado sobre o bioma.
A aceleração do desmatamento, o aumento de queimadas e a perda de cobertura vegetal estão entre os fatores que agravam o cenário e reduzem a capacidade da floresta de regular o clima.
Os pesquisadores destacam que esse limite representa mais do que um marco simbólico: aponta para impactos diretos sobre a biodiversidade, sobre os ciclos de chuva e sobre as populações que dependem da Amazônia para sobreviver.
A tendência de aquecimento contínuo compromete o equilíbrio ecológico da região e reforça o alerta sobre a urgência de medidas de contenção da degradação ambiental.
Pantanal supera limite climático e acende alerta extremo
O levantamento também revela que o Pantanal ultrapassou o teto de aquecimento estabelecido pelo Acordo de Paris, tornando-se um dos biomas brasileiros mais pressionados pela crise climática.
A combinação entre estiagens prolongadas, queimadas recorrentes e degradação das áreas úmidas elevou de forma expressiva a temperatura média local, colocando em risco espécies, ciclos hidrológicos e atividades econômicas dependentes do regime natural da região.
Segundo o MapBiomas, esse avanço do aquecimento no Pantanal compromete a própria sobrevivência do bioma, que já enfrenta perda acelerada de vegetação e redução de áreas alagáveis.
Pesquisadores alertam que a superação do limite climático pode provocar transformações irreversíveis caso não haja freio imediato no desmatamento e nas emissões que pressionam ainda mais o sistema natural.
O diagnóstico reforça que o país vive um momento crítico e que a situação desses biomas é um indicativo contundente da escalada do aquecimento no Brasil.
Fonte: MapBiomas



