Tratado Global pode reduzir 90% do plástico mal descartado
O Tratado Global Plástico tem o potencial de reduzir em até 90% os resíduos plásticos mal geridos até 2040, resultando em uma economia de US$ 200 bilhões e uma diminuição significativa nas emissões de gases de efeito estufa, ressaltando a necessidade de coordenação internacional para sua eficácia.
O Tratado Global contra a poluição plástica pode reduzir em 90% os resíduos plásticos mal geridos até 2040, segundo o relatório “Plastic Treaty Futures”. A inação econômica atual pode quase dobrar esses resíduos até 2040, aumentando emissões de gases de efeito estufa.
Impactos econômicos da poluição plástica
Os impactos econômicos da poluição plástica são significativos e abrangem diversos setores. O estudo aponta que a inação frente à poluição plástica traz custos elevados, podendo quase dobrar os resíduos plásticos mal geridos até 2040.
Além disso, as emissões de gases de efeito estufa (GEE) podem aumentar em 63% em comparação com 2019, o que agrava ainda mais a situação ambiental e econômica.
O cenário atual, conhecido como “Business-as-Usual” (BAU), prevê um aumento de 68% no volume total de resíduos plásticos gerados e uma demanda por plástico virgem 50% maior até 2040.
Esses números refletem uma pressão crescente sobre a economia global, especialmente em países de baixa e média renda, onde os custos de gestão de resíduos representam uma parcela significativa dos orçamentos municipais.
A Fundação Ellen MacArthur destaca que o acordo global não só ajudará a combater a poluição plástica, mas também proporcionará ganhos econômicos superiores ao cenário BAU.
Estima-se uma economia acumulada de cerca de US$ 200 bilhões em gastos públicos entre 2026 e 2040, principalmente devido à redução do volume de resíduos plásticos a serem geridos.
Essa economia é essencial para aliviar os orçamentos das autoridades locais, que já enfrentam desafios financeiros significativos.
Cenários do Tratado Global Plástico
O Tratado Global Plástico apresenta diferentes cenários para enfrentar a poluição plástica, cada um com estratégias e impactos variados.
O estudo modelou quatro cenários distintos, baseados em duas variáveis críticas: o âmbito da ação (abrangente, cobrindo todo o ciclo de vida, ou focado em medidas a jusante) e o grau de coordenação internacional (regras globais legalmente vinculativas ou ação nacional não vinculativa).
O Cenário Global de Ciclo de Vida Completo é considerado o mais eficaz, podendo alcançar uma redução de 90% nos resíduos plásticos mal geridos até 2040 em comparação com os níveis de 2019.
Este cenário também prevê uma diminuição de 30% na produção de plástico virgem e um aumento de sete vezes na reciclagem global até 2040.
As emissões de GEE cairiam para níveis próximos aos de 2019, gerando poupanças significativas de US$ 200-250 bilhões em despesas públicas acumuladas entre 2026 e 2040.
Por outro lado, o Cenário Global de Gestão de Resíduos, focado em intervenções a jusante, alcançaria apenas uma redução de 20% nos resíduos plásticos mal geridos até 2040.
Já o Cenário Nacional de Ciclo de Vida Completo envolve ação doméstica ambiciosa, mas descoordenada, resultando numa redução de 25% nos resíduos plásticos mal geridos.
Esses cenários destacam a importância de uma coordenação internacional eficaz e abrangente para enfrentar a poluição plástica de forma sustentável e econômica, beneficiando tanto o meio ambiente quanto as economias globais.
Fonte: Um Só Planeta



