Taxa de Desocupação Cai para 7%: Novo Recorde de Março
A taxa de desocupação no Brasil atingiu 7% em março de 2025, o menor nível desde 2014, refletindo uma resiliência no mercado de trabalho, mesmo com a redução da população ocupada e um aumento no rendimento médio, que agora é de R$ 3.410.
A taxa de desocupação no Brasil caiu para 7% no trimestre encerrado em março de 2025, marcando o menor índice para o período desde 2014. Apesar do aumento na busca por empregos, a taxa reflete um mercado de trabalho resiliente, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Variação da Taxa de Desocupação
O trimestre encerrado em março de 2025 apresentou uma variação positiva na taxa de desocupação, que subiu para 7,0%, um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
Essa variação foi impulsionada principalmente pelo crescimento do número de pessoas em busca de trabalho, chamados de população desocupada, que aumentou em 13,1%, somando mais 891 mil pessoas em busca de trabalho.
Apesar desse aumento trimestral, a taxa de desocupação ainda é inferior aos 7,9% do mesmo período do ano anterior, o que demonstra uma tendência de recuperação no mercado de trabalho.
Um fator determinante para essa variação foi a redução da população ocupada, que diminuiu em 1,3 milhão de pessoas, equivalente a uma queda de 1,3%.
No entanto, essa diminuição não compromete o bom desempenho do mercado de trabalho, uma vez que ainda há um crescimento de 2,3% em relação ao primeiro trimestre de 2024, representando 2,3 milhões de trabalhadores a mais.
Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, destacou que, apesar do aumento sazonal da desocupação, a taxa do primeiro trimestre de 2025 continua sendo a menor já registrada para esse período desde o início da série histórica.
Impacto na População Ocupada
A população ocupada no Brasil sofreu uma redução significativa no primeiro trimestre de 2025, com uma queda de 1,3 milhão de pessoas, ou 1,3%, em comparação com o trimestre anterior.
Essa diminuição foi mais acentuada em setores como Construção, Serviços Domésticos e Educação, que tradicionalmente enfrentam maior volatilidade no início do ano.
Apesar dessa retração, o número de trabalhadores com carteira assinada manteve-se estável em 39,4 milhões, indicando que a perda de empregos afetou principalmente o trabalho informal.
O emprego sem carteira no setor privado caiu 5,3%, ou seja, menos 751 mil pessoas, destacando a vulnerabilidade dos trabalhadores informais em momentos de ajuste econômico.
Por outro lado, comparado ao mesmo trimestre de 2024, houve crescimento em setores como Indústria Geral e Comércio, com aumentos de 3,3% e 3,1%, respectivamente.
Isso sugere que, embora a população ocupada tenha diminuído no curto prazo, setores estratégicos continuam a expandir suas forças de trabalho, refletindo uma adaptação do mercado às novas condições econômicas.
Rendimento Médio Recorde
O rendimento médio dos trabalhadores brasileiros atingiu um novo recorde no primeiro trimestre de 2025, alcançando R$ 3.410.
Esse valor representa um aumento de 1,2% em relação ao trimestre anterior e de 4,0% na comparação anual, conforme os dados divulgados pela PNAD Contínua do IBGE.
Entre os setores que mais contribuíram para esse aumento, destacam-se a Agricultura e a Administração Pública, que registraram altas de 4,1% e 3,2%, respectivamente, na comparação com o trimestre encerrado em dezembro de 2024.
Esse crescimento no rendimento médio reflete, em parte, os ajustes salariais e a valorização de determinadas categorias profissionais.
Na comparação anual, setores como Construção e Serviços Domésticos também apresentaram aumentos significativos nos rendimentos, com variações de 5,7% e 3,6%, respectivamente.
Esses dados indicam uma tendência de recuperação nos salários, mesmo em um cenário de desafios econômicos, sinalizando que o mercado de trabalho está se ajustando para oferecer melhores condições financeiras aos trabalhadores.



