O levantamento da Catalyst mostra que 42% mulheres deixaram a força de trabalho dos Estados Unidos por demissões, mas a maioria, 58%, aconteceu por decisão das próprias trabalhadoras.
Mesmo assim, os dados indicam que essas escolhas foram influenciadas por dificuldades reais e pela forma como o mercado ainda funciona para muitas mulheres.
A pesquisa aponta que o principal motivo está ligado às responsabilidades de cuidado, especialmente com filhos pequenos, com 42% indicando esse fator.
Nos últimos anos, o preço das creches aumentou de forma acelerada nos Estados Unidos, tornando cada vez mais difícil manter um trabalho em tempo integral quando o salário não cobre essas despesas.
A remuneração também aparece como um fator importante. Quase uma em cada cinco mulheres relatou insatisfação com o pagamento. Para muitas, continuar trabalhando passou a ser financeiramente inviável diante das contas do dia a dia.
Outro ponto destacado no estudo é a falta de flexibilidade no ambiente profissional. Quase quatro em cada dez mulheres que saíram disseram que seus empregadores não ofereciam horários flexíveis.
Além disso, o levantamento identificou que o esgotamento e a insegurança no emprego contribuíram para esse movimento.
Parte das mulheres relatou altos níveis de cansaço e preocupação com a estabilidade do trabalho, em um cenário de incertezas econômicas.
Os dados reforçam que a saída das mulheres do mercado não está ligada à falta de interesse ou dedicação, mas sim às condições que tornam difícil permanecer empregada.
A pesquisa aponta que, sem mudanças práticas como mais flexibilidade e apoio para responsabilidades familiares, esse cenário pode continuar afastando mulheres do mercado de trabalho nos próximos anos.