Indústria e Tendências

Agro brasileiro exporta US$ 82 bi no 1° semestre e reforça protagonismo

O agro brasileiro exportou US$ 82 bilhões em produtos no primeiro semestre, consolidando sua posição na balança comercial global, impulsionado pelo reconhecimento como país livre de febre aftosa sem vacinação e pela diversificação de mercados, especialmente com a China e a União Europeia.

O agronegócio brasileiro exportou US$ 82 bilhões no primeiro semestre de 2025, mantendo sua importância na balança comercial do país. Apesar da queda nos preços internacionais, o setor continua a ser um pilar econômico, representando 49,5% das exportações totais. Este desempenho destaca a competitividade e a diversificação da pauta agropecuária.

Soja e carnes lideram exportações do agronegócio

O agronegócio brasileiro manteve sua força nas exportações globais nos primeiros seis meses de 2025, com destaque para a soja e as carnes, que puxaram o desempenho do setor.

Juntos, os seis segmentos mais relevantes em valor exportado representaram 85% das vendas internacionais do agro no período.

O complexo da soja se manteve no topo da lista, movimentando impressionantes US$ 30,3 bilhões, o que corresponde a 36,9% do total exportado.

Logo atrás, o setor de carnes, que engloba as proteínas bovina, suína e de frango, somou US$ 14 bilhões, respondendo por 17% das exportações do agronegócio.

Os produtos florestais, como celulose, papel e madeira, alcançaram um resultado expressivo de US$ 8,7 bilhões, com 10,6% de participação no mercado externo.

Já o setor cafeeiro, tradicional na pauta exportadora do Brasil, faturou US$ 7,8 bilhões, representando 9,5% do total vendido.

Outro destaque foi o complexo sucroalcooleiro, que inclui açúcar e etanol, com US$ 6,3 bilhões em vendas externas, equivalentes a 7,7% do total.

Por fim, o grupo de fibras e produtos têxteis somou US$ 2,7 bilhões, assegurando uma participação de 3,3% no desempenho geral do setor.

Esses números reforçam o papel central do Brasil como um dos principais exportadores globais de alimentos e matérias-primas, sustentando a economia nacional e contribuindo para o abastecimento de mercados em todo o mundo.

China e UE lideram os destinos

O agronegócio brasileiro movimentou US$ 82,03 bilhões em exportações entre janeiro e junho de 2025, com destaque para a China, que liderou entre os destinos e foi responsável por US$ 27,73 bilhões, o equivalente a 33,8% do total vendido ao exterior.

Entre os produtos mais exportados para o mercado chinês, a soja em grãos se mantém como principal item da pauta, gerando US$ 18,98 bilhões.

Também ganharam relevância as exportações de carne bovina in natura, celulose, açúcar de cana bruto e carne de frango, que, juntos, somaram US$ 25,76 bilhões, representando quase 93% do total embarcado para o país asiático.

A União Europeia aparece como segundo maior comprador, com US$ 12,03 bilhões em produtos agropecuários brasileiros.

O café verde foi o principal item, com US$ 3,34 bilhões, seguido por farelo de soja, celulose, suco de laranja e carnes in natura. Produtos como óleo essencial de laranja e madeira compensada também se destacaram.

Os Estados Unidos ficaram na terceira posição, com US$ 6,63 bilhões em importações de produtos brasileiros do campo. O café verde, a carne bovina, o suco de laranja e o sebo bovino formaram a base da pauta de exportações para o mercado norte-americano.

Outros destinos relevantes com cerca de 2% de participação nas exportações brasileiras foram Turquia, Vietnã, Indonésia, Japão, México, Índia, Bangladesh e Arábia Saudita, reforçando a diversificação geográfica das vendas externas do agronegócio nacional.

Reconhecimento internacional e status sanitário

O reconhecimento internacional do Brasil como fornecedor confiável de alimentos é um marco significativo para o setor agropecuário.

Em junho de 2025, o país recebeu a certificação de “livre de febre aftosa sem vacinação” da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Essa conquista é fruto de décadas de esforços contínuos em vigilância sanitária, cooperação entre os estados brasileiros e parcerias com o setor produtivo.

O novo status sanitário não apenas fortalece a imagem do Brasil como um fornecedor de alimentos seguros e de alta qualidade, mas também abre portas para novos mercados internacionais, especialmente aqueles que exigem altos padrões de segurança alimentar.

Com essa certificação, o Brasil está posicionado para expandir sua participação em mercados de maior valor agregado, o que pode resultar em um aumento significativo nas exportações de produtos agropecuários.

Além disso, reforça a confiança global no sistema de produção brasileiro, destacando o país como um parceiro estratégico no fornecimento de alimentos para o mundo.

Jéssica Rocha

Colunista no segmento Indústria e Tendências | Diretora de Operações com atuação direta em áreas Operacionais, Comerciais, de Marketing, Tecnologia, entre outras, sempre atenta às tendências globais que impactam a indústria, o mercado empresarial e a economia mundial.

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