Indústria e Tendências

Atividade da indústria da construção cresce pelo terceiro mês

Atividade da indústria da construção mostrou nova melhora em abril e chegou a 47 pontos no levantamento setorial. O resultado indica reação em relação ao início do ano, mas os investimentos continuam em ritmo cauteloso.

A indústria da construção chegou a abril com sinais mais consistentes de recuperação, mas ainda sem transformar esse movimento em confiança plena dos empresários. Dados da Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostram avanço na atividade, melhora no emprego e cautela persistente nos planos de investimento.

Atividade e emprego mostram recuperação em abril

O índice de evolução da atividade da construção subiu pelo terceiro mês consecutivo e chegou a 47 pontos em abril. A melhora fica mais evidente quando comparada a janeiro, período em que o indicador havia registrado 43,1 pontos.

O movimento também apareceu no mercado de trabalho do setor, com o índice de empregados avançando para 47,1 pontos no mesmo mês. No início do ano, esse indicador estava em 45,3 pontos, o que mostra recuperação gradual ao longo de 2026.

Segundo a CNI, os resultados de atividade e emprego ficaram acima da média histórica para meses de abril. A entidade associa parte dessa reação a medidas de estímulo ao setor, como mudanças no financiamento habitacional e apoio à reforma de moradias de baixa renda.

Apesar do avanço, a utilização da capacidade operacional ficou em 66% em abril. O percentual ficou abaixo dos 67% registrados no mesmo mês de 2024 e 2025, indicando que a recuperação ainda não elevou plenamente o uso da estrutura produtiva.

Confiança e investimento limitam otimismo do setor

A melhora nos indicadores de abril não foi suficiente para mudar o humor dos empresários da construção. Em maio, o Índice de Confiança do setor chegou a 46,7 pontos, permanecendo abaixo da linha de 50 pontos pelo 17º mês consecutivo.

As expectativas para os próximos seis meses tiveram comportamento misto. A projeção para novas vagas passou a indicar crescimento, ao subir de 48,8 para 50,7 pontos, enquanto compras de insumos e nível de atividade seguiram acima da linha de estabilidade, mesmo com recuos pontuais.

O indicador de novos empreendimentos e serviços ficou em 49,2 pontos, sinalizando expectativa de queda nos lançamentos.

Esse dado mostra que as empresas ainda evitam assumir compromissos mais robustos, mesmo diante de alguma melhora operacional.

A maior cautela aparece na intenção de investimento, que caiu de 43,4 para 42,1 pontos em maio. O resultado é o menor para o mês desde 2021 e reforça que os empresários seguem prudentes diante das incertezas econômicas.

Jéssica Rocha

Colunista no segmento Indústria e Tendências | Diretora de Operações com atuação direta em áreas Operacionais, Comerciais, de Marketing, Tecnologia, entre outras, sempre atenta às tendências globais que impactam a indústria, o mercado empresarial e a economia mundial.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo