Navio com bovinos do Uruguai atraca na LÃbia após dois meses
O navio Spiridon II, que transportava bovinos do Uruguai, não conseguiu desembarcar na Turquia devido à falta de identificação eletrônica dos animais, gerando preocupações sobre as condições sanitárias e o bem-estar animal. A ONG Animal Welfare Foundation pediu uma investigação internacional.
Um carregamento de quase três mil bovinos que deixou o Uruguai há cerca de dois meses finalmente desembarcou em território lÃbio, mas as informações sobre a viagem são divergentes. Enquanto autoridades do Uruguai afirmam que os animais chegaram em boas condições, entidades independentes relatam mortes e partos durante o trajeto, ampliando questionamentos sobre o bem-estar no transporte marÃtimo de gado.
Uruguai e ONG divergem sobre viagem de bovinos
Impasses no desembarque de bovinos
O recente caso do navio Spiridon II, que transportava quase 3 mil bovinos do Uruguai para a Turquia, destaca os desafios enfrentados no desembarque de animais vivos.
A embarcação não recebeu autorização das autoridades turcas para descarregar os animais devido à ausência de brincos ou chips eletrônicos em parte do rebanho.
Esse impasse resultou em uma espera de três semanas, durante as quais o navio permaneceu ancorado com os bovinos a bordo.
As autoridades uruguaias, no entanto, asseguram que o processo de embarque seguiu rigorosos protocolos sanitários, incluindo acordos bilaterais, quarentena e testes de saúde.
A situação gerou preocupações sobre o bem-estar dos animais, especialmente em relação à disponibilidade de alimentos e água durante o tempo em que permaneceram no navio.
O caso também chamou a atenção de entidades de defesa dos direitos dos animais, que pedem uma investigação mais aprofundada sobre as condições de transporte e desembarque.
Reações de entidades de defesa animal
A reação das entidades de defesa animal ao caso do navio Spiridon II foi imediata e contundente. A Animal Welfare Foundation, uma das principais organizações envolvidas, manifestou sérias preocupações sobre o bem-estar dos bovinos durante o perÃodo em que permaneceram a bordo.
A ONG suspeita que o navio tenha realizado o descarte inadequado de carcaças e expressou preocupações sobre a falta de ração e cuidados veterinários adequados para os animais.
Em resposta, a entidade solicitou uma investigação internacional, a ser conduzida pela Organização Mundial de Saúde Animal, para apurar as condições durante a viagem e após o desembarque na LÃbia.
Além disso, a ONG defende a proibição do transporte de animais vivos em alto-mar, argumentando que tais práticas podem comprometer o bem-estar animal e resultar em situações de sofrimento desnecessário.
Essa posição reflete um crescente movimento global que busca alternativas mais éticas e sustentáveis para o transporte de gado.



