Carne suína perde espaço para outras proteínas no atacado
No mês de julho, a carne suína enfrentou uma queda na competitividade no atacado em comparação com as carnes bovina e de frango, conforme dados do Cepea. Apesar da redução nos preços da carcaça suína, a demanda interna continua fraca.
A carne suína perdeu competitividade em julho, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), frente às suas principais substitutas: a bovina e a de frango. Apesar de uma queda menos intensa nos preços da carcaça especial suína no atacado, a demanda interna permanece fraca.
Queda nos preços da carcaça suína
Os preços da carcaça suína especial no atacado apresentaram uma queda menos intensa em comparação com outras proteínas, como a bovina e a de frango.
Essa redução, observada entre as médias de junho e julho, reflete a dinâmica do mercado, onde a carne suína enfrenta desafios para competir em termos de preço e demanda.
Ainda que a retração nos preços do animal vivo tenha ocorrido, ela não foi suficiente para estimular a demanda interna.
O consumo de carne suína continua desaquecido, pressionado por fatores econômicos como o fim de mês e a diminuição do poder de compra das famílias. Essa situação limita o ritmo dos negócios e a recuperação do mercado de suínos.
Especialistas destacam que, para a carne suína recuperar espaço no atacado, é necessário um cenário mais favorável em termos de poder aquisitivo e confiança do consumidor.
Enquanto isso, o mercado segue atento às oscilações de preço e às estratégias de comercialização adotadas pelos produtores e distribuidores.



