Indústria e Tendências

Conectividade agrícola cobre só 28% das áreas irrigadas brasileiras

A conectividade agrícola no Brasil é desigual, com apenas 28% das áreas irrigadas conectadas, o que impacta negativamente pequenos produtores e limita o acesso a tecnologias. Projetos de Lei em estados como Paraná e Minas Gerais buscam melhorar essa situação, que é crucial para a eficiência agrícola e a inclusão social no campo.

A conectividade agrícola no Brasil está em foco com apenas 28% das áreas irrigadas por pivô central tendo acesso a internet 4G ou 5G, segundo levantamento do ConectarAgro. Essa limitação tecnológica impacta diretamente a eficiência e sustentabilidade da agricultura, especialmente para pequenos produtores que compõem 80% do setor alimentício do país.

Desigualdade regional na conectividade

A desigualdade regional na conectividade agrícola no Brasil é evidente ao observarmos as variações nos índices de cobertura de internet móvel em áreas irrigadas.

Enquanto São Paulo lidera com 53,45% de cobertura em seus pivôs centrais, estados como Rondônia não possuem nenhuma área irrigada conectada, expondo uma disparidade significativa.

Minas Gerais, que possui a maior área irrigada do país, registra apenas 26,54% de cobertura, destacando a necessidade de melhorias na infraestrutura digital.

Essas diferenças refletem não apenas a infraestrutura de telecomunicações disponível, mas também as políticas públicas e investimentos direcionados para o campo.

A falta de conectividade em áreas rurais limita o acesso a tecnologias que poderiam melhorar a produtividade e a sustentabilidade, colocando pequenos produtores em desvantagem.

Para enfrentar essa desigualdade, é importante implementar políticas que incentivem investimentos em infraestrutura digital, especialmente em regiões mais remotas e carentes de recursos.

A conectividade é um fator essencial para o desenvolvimento agrícola moderno e para a inclusão social no campo.

Impacto da conectividade na agricultura

A conectividade tem um impacto profundo na agricultura, transformando a forma como os produtores gerenciam suas operações e tomam decisões.

Com acesso à internet, os agricultores podem utilizar tecnologias de precisão, como sensores e drones, para monitorar suas plantações em tempo real, resultando em maior eficiência e sustentabilidade.

O monitoramento contínuo das condições climáticas e do solo permite que os produtores ajustem suas práticas de irrigação e fertilização, economizando recursos e melhorando o rendimento das colheitas.

Além disso, a conectividade possibilita o acesso a plataformas de mercado online, ampliando as oportunidades de venda e negociação para os agricultores.

Para os pequenos produtores, a conectividade é ainda mais crucial, pois democratiza o acesso a informações e ferramentas que antes eram restritas a grandes empresas agrícolas.

Isso inclui desde dados meteorológicos até cursos de capacitação online, que podem elevar o nível de conhecimento técnico e gestão dos agricultores.

Entretanto, a falta de infraestrutura de telecomunicações em muitas regiões rurais do Brasil impede que esses benefícios sejam amplamente desfrutados.

Investir em conectividade não apenas impulsiona a produtividade agrícola, mas também promove a inclusão digital no campo, essencial para o desenvolvimento econômico e social das áreas rurais.

Jéssica Rocha

Colunista no segmento Indústria e Tendências | Diretora de Operações com atuação direta em áreas Operacionais, Comerciais, de Marketing, Tecnologia, entre outras, sempre atenta às tendências globais que impactam a indústria, o mercado empresarial e a economia mundial.

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