Crescimento da indústria em 2025 é reduzido para 1,7% pela CNI
Em 2025, o crescimento da indústria brasileira deve alcançar 1,7%, limitado pelos juros elevados e tarifas externas. Já o setor agropecuário, com alta prevista de 7,9%, deve puxar o PIB para 2,3%. O mercado de trabalho aquecido e a renda em expansão reforçam a resiliência da economia diante dos desafios globais.
A expectativa de crescimento da indústria em 2025 foi revisada para 1,7% pela CNI, refletindo os desafios impostos pelos juros altos e um cenário externo incerto. Enquanto isso, a projeção para o crescimento econômico geral permanece em 2,3%, sustentada pelo setor agropecuário e um mercado de trabalho aquecido, apesar do impacto de tarifas nas exportações.
Impacto dos juros altos na indústria
Os juros altos têm sido um dos principais fatores que afetam o crescimento da indústria no Brasil. Com a Selic mantida em 15% ao ano, o custo do crédito aumenta, limitando os investimentos em infraestrutura e inovação.
Além disso, as empresas enfrentam dificuldades para financiar suas operações e expandir suas atividades, o que impacta diretamente a produção e o faturamento do setor industrial.
Outro efeito dos juros elevados é a redução do consumo, uma vez que os consumidores tendem a gastar menos e poupar mais, o que diminui a demanda por produtos industriais.
Essa situação reflete-se no desempenho da indústria de transformação, que viu sua projeção de crescimento cair de 1,9% para 1,5% em 2025, segundo a CNI.
Para contornar esses desafios, especialistas sugerem a necessidade de políticas públicas que incentivem a redução gradual das taxas de juros, promovendo um ambiente mais favorável para o crescimento industrial.
Cenário econômico externo e exportações
O cenário econômico externo tem se mostrado desafiador para as exportações brasileiras, especialmente devido às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Em 2025, as exportações brasileiras devem cair mais de US$ 5 bilhões, principalmente por causa dessas tarifas que afetam produtos da indústria de transformação.
Apesar de um aumento de 2% no volume exportado, os preços das exportações caíram, o que resultou em um crescimento tímido no valor total das exportações.
A antecipação de importações por parte das empresas estadunidenses contribuiu para um aumento temporário nas vendas, mas não compensa as perdas causadas pelas tarifas.
Com a previsão de que as exportações totalizem US$ 341,9 bilhões em 2025, uma queda de US$ 5,4 bilhões em relação ao trimestre anterior, a CNI destaca a importância de medidas compensatórias para mitigar os impactos negativos.
Especialistas alertam que, sem a redução das tarifas, muitas empresas brasileiras podem perder competitividade no mercado internacional, o que reforça a necessidade de negociações comerciais mais favoráveis e diversificação de mercados.



