Indústria e Tendências

Exportações de frango crescem em julho após gripe aviária

Em julho, as exportações de frango do Brasil aumentaram 16,4%, totalizando 399,7 mil toneladas e gerando US$ 737,8 milhões, impulsionadas pela recuperação de mercados após o combate da gripe aviária.

As exportações de frango do Brasil registraram um aumento significativo em julho, após as restrições causadas pela gripe aviária. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país enviou 399,7 mil toneladas, 16,4% a mais que em junho. Este crescimento representa uma recuperação após as dificuldades enfrentadas pela gripe aviária. No entanto, comparado com julho de 2024, a quantidade reduziu 13,8%.

Crescimento nas exportações de julho

O mês de julho trouxe boas notícias para o setor de exportação de frango no Brasil. Após um período de incertezas e restrições devido à gripe aviária, o mercado começou a se recuperar.

Em comparação com junho, houve um aumento de 16,4% no volume exportado, totalizando 399,7 mil toneladas.

Este crescimento foi impulsionado pela retomada de mercados que haviam interrompido as compras, como a China e a União Europeia, ainda que alguns destinos importantes continuem com restrições.

A receita gerada com as exportações em julho também apresentou um crescimento expressivo, alcançando US$ 737,8 milhões, um aumento de 15,8% em relação ao mês anterior.

Este resultado demonstra a capacidade do Brasil de se adaptar rapidamente às mudanças no cenário internacional e de buscar novos mercados para compensar as perdas temporárias.

Entre os principais destinos das exportações brasileiras de frango em julho, destacam-se os Emirados Árabes Unidos, Japão e México.

Esses países mostraram um aumento significativo nas compras, com destaque para o México, que registrou um crescimento de 45,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Esses números refletem a confiança dos importadores na qualidade e na segurança da carne de frango brasileira.

Impacto da gripe aviária no mercado

A gripe aviária teve um impacto significativo no mercado de exportação de frango do Brasil, especialmente após a notificação do primeiro caso em uma granja comercial no país.

Esta situação levou a uma série de restrições impostas por mercados internacionais, afetando diretamente o volume de exportações em junho.

Mercados importantes, como a China, a União Europeia e o Chile, suspenderam temporariamente as compras de carne de frango brasileira, gerando uma queda nas exportações durante aquele período.

Essa suspensão destacou a vulnerabilidade do setor a surtos de doenças, que podem rapidamente alterar o cenário de exportações.

No entanto, a resposta rápida e eficaz das autoridades brasileiras e das empresas exportadoras ajudou a mitigar parte dos impactos negativos.

Medidas de controle e segurança foram intensificadas para garantir a qualidade e a segurança da carne exportada, o que foi crucial para a retomada gradual das exportações em julho.

Esse episódio também levou o setor a buscar diversificação de mercados, tentando reduzir a dependência de poucos países e expandir as exportações para novas regiões.

Essa estratégia de diversificação é fundamental para aumentar a resiliência do setor diante de futuras crises sanitárias.

Jéssica Rocha

Colunista no segmento Indústria e Tendências | Diretora de Operações com atuação direta em áreas Operacionais, Comerciais, de Marketing, Tecnologia, entre outras, sempre atenta às tendências globais que impactam a indústria, o mercado empresarial e a economia mundial.

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