Pecuária brasileira pode reduzir emissões em 92,6% até 2050
A pecuária brasileira está implementando inovações para descarbonizar a produção, com a possibilidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 92,6% até 2050.
A pecuária sustentável no Brasil está no caminho de uma transformação significativa. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), indica que, mantendo o ritmo atual de práticas eficientes e adotando novas soluções, as emissões de CO2 do setor podem cair até 92,6% por quilo de carne até 2050.
Cenários de descarbonização para 2050
Os cenários de descarbonização para 2050 apresentados pela FGV em parceria com a ABIEC detalham quatro possíveis trajetórias para reduzir as emissões da pecuária brasileira.
No primeiro cenário, que projeta a continuidade das práticas atuais, a redução estimada chega a 79,9% das emissões de CO₂ por quilo de carne, impulsionada por ganhos de produtividade e pela ampliação de áreas de pastagem manejadas de forma mais eficiente.
O segundo cenário considera um avanço mais robusto, baseado no cumprimento da meta nacional de zerar o desmatamento até 2030, o que elevaria o corte de emissões para 86,3% até 2050.
O terceiro cenário incorpora a adoção integral do Plano ABC+, que engloba ações como recuperação de pastagens degradadas e a expansão de sistemas integrados de produção.
Nesse caso, a redução poderia alcançar 91,6%, mostrando o impacto direto de práticas sustentáveis no desempenho ambiental do setor.
O quarto cenário, o mais ambicioso, inclui o uso disseminado de tecnologias avançadas, como aditivos para reduzir a fermentação entérica e técnicas de abate precoce.
Essa combinação poderia resultar em uma descarbonização de 92,6%, reforçando que a inovação tecnológica será determinante para que a pecuária brasileira atinja metas climáticas cada vez mais exigentes.
Políticas públicas e inovação na pecuária
Fonte: ABIEC



