Brasil atinge 4 GW de potência instalada na matriz elétrica
Em 2025, o Brasil alcançou mais de 4 GW de potência instalada no primeiro semestre, com a adição de 61 novas usinas, principalmente termelétricas, como a Usina GNA II no Rio de Janeiro. A Bahia e Minas Gerais também desempenharam papéis importantes, evidenciando a diversificação da matriz elétrica nacional.
A potência instalada no Brasil superou 4 gigawatts no primeiro semestre de 2025, impulsionada por 61 novas usinas. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a maior parte desse crescimento veio das usinas termelétricas, com destaque para a Usina Termelétrica GNA II no Rio de Janeiro. Além disso, a expansão incluiu usinas eólicas, solares e hidrelétricas.
Expansão da matriz elétrica no primeiro semestre
O setor energético do Brasil registrou um avanço expressivo entre janeiro e junho de 2025, com o acréscimo de 4,09 gigawatts (GW) à capacidade instalada nacional.
Segundo dados oficiais, o aumento foi impulsionado pela entrada em operação de 61 novas usinas, ampliando a diversidade de fontes geradoras no país.
As termelétricas foram destaque no período, concentrando mais da metade da nova potência adicionada.
Além das fontes térmicas, a expansão contou com reforços significativos de energia renovável. O semestre registrou a ativação de 25 usinas eólicas, responsáveis por 828,9 megawatts (MW), e 17 unidades solares fotovoltaicas, que adicionaram 738,63 MW ao sistema.
Pequenas centrais hidrelétricas e centrais geradoras hidrelétricas também contribuíram, com 95,85 MW e 4,70 MW, respectivamente.
O resultado do semestre evidencia a busca por uma matriz elétrica mais robusta e equilibrada, que combina fontes renováveis e não renováveis para acompanhar o avanço do consumo e garantir segurança energética ao país.
Destaques Regionais e Fontes de Energia
A ampliação da capacidade elétrica do Brasil nos seis primeiros meses de 2025 envolveu diferentes regiões do país, com novas usinas sendo ativadas em 13 unidades federativas.
O estado do Rio de Janeiro liderou essa movimentação, responsável pelo maior incremento de potência: foram 1.672,60 megawatts (MW) adicionados, em grande parte graças à operação da termelétrica GNA II.
Na sequência, a Bahia registrou o segundo maior salto em geração, com 658,20 MW incorporados ao sistema. Somente no mês de junho, o estado baiano foi responsável por nove novas usinas em funcionamento, respondendo por 144,00 MW naquele período.
Minas Gerais também teve papel relevante na expansão do parque gerador nacional. Ao longo do semestre, o estado somou 508,25 MW à matriz elétrica, com destaque para o início das atividades da planta fotovoltaica Pedro Leopoldo 2, que entrou em operação em junho com 45,00 MW.
A distribuição geográfica dessa expansão mostra o avanço simultâneo de diferentes tecnologias no setor energético.
Embora as termelétricas tenham impulsionado a maior parte da nova capacidade instalada, fontes limpas como a solar e a eólica também contribuíram de maneira expressiva.
Essa combinação de fontes diversas reforça o compromisso com uma matriz elétrica mais equilibrada, sustentável e preparada para atender às crescentes exigências do consumo nacional.



