Preços da indústria caem 1,29% em maio
Em maio de 2025, os preços da indústria brasileira caíram 1,29%, marcando o quarto mês consecutivo de queda, devido à redução nos preços de commodities como cana-de-açúcar e soja, além da desvalorização do dólar em relação ao real, com os setores de metalurgia e produtos químicos apresentando as maiores variações.
Os preços da indústria brasileira registraram uma queda de 1,29% em maio, marcando o quarto mês consecutivo de declínio, segundo dados do IBGE. Este resultado é impulsionado pela redução dos preços de commodities e a desvalorização do dólar frente ao real, afetando significativamente o custo de produção e os preços ao consumidor.
Queda generalizada nos preços industriais
Em maio de 2025, os preços da indústria brasileira apresentaram uma queda generalizada, com 17 das 24 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE registrando variações negativas.
Este foi o quarto mês consecutivo de declínio, refletindo uma tendência de desaceleração nos preços ao produtor. A queda de 1,29% foi a mais intensa do ano e a maior desde junho de 2023, quando os preços recuaram 2,72%.
Este cenário é resultado da diminuição dos preços de várias commodities, que impactou o custo de produção em diversos setores, além da desvalorização do dólar frente ao real, que reduziu os custos de importação.
O setor de alimentos, por exemplo, foi um dos mais afetados, com uma queda de 1,33%, influenciada pela redução dos preços de commodities como a cana-de-açúcar e a soja.
Essa tendência de queda nos preços industriais sugere um alívio nas pressões inflacionárias de curto prazo, mas também pode indicar desafios para a recuperação econômica do setor.
Influência das commodities e do câmbio
A influência das commodities e do câmbio foi determinante para a queda nos preços da indústria em maio de 2025.
O mês foi marcado por uma redução significativa nos preços de diversas commodities, como a cana-de-açúcar e a soja, que estão em período de safra. Este aumento na oferta contribuiu para a diminuição dos custos de produção, refletindo nos preços finais dos produtos.
Além disso, a desvalorização do dólar frente ao real, que acumulou uma queda de 7,1% em 2025, também teve um papel essencial.
A valorização do real reduziu os custos de importação de insumos e matérias-primas cotadas em dólar, impactando diretamente os preços de produtos exportáveis e aqueles cuja cadeia de produção depende de insumos importados.
Com a queda do dólar, produtos como o açúcar VHP, exportável e cotado em dólar, tiveram uma redução de preço significativa, contribuindo para a queda de 4,68% no grupo de fabricação e refino de açúcar.
Da mesma forma, o setor de refino de petróleo e biocombustíveis foi influenciado pelos menores preços de derivados do petróleo, como o óleo diesel e a nafta, que acompanharam a cotação internacional do petróleo.
Setores com maiores variações em maio
Em maio de 2025, alguns setores industriais se destacaram pelas variações mais significativas nos preços ao produtor. A impressão foi o setor com a maior variação positiva, registrando um aumento de 4,36%.
Este crescimento contrasta com a tendência geral de queda e pode ser atribuído a fatores específicos do mercado de impressão, como aumento na demanda ou custos de insumos.
Por outro lado, a metalurgia apresentou uma das maiores quedas, com uma variação de 3,46%. Este setor foi impactado pela redução nos preços de metais no mercado internacional, que afetou toda a cadeia de produção metalúrgica.
Os outros produtos químicos também registraram uma queda significativa de 3,11%, intensificando a desaceleração verificada em abril. A redução nos preços de petroquímicos e resinas termoplásticas, como o polipropileno, contribuiu para essa variação.
Além disso, as indústrias extrativas tiveram uma redução de 3,03%, refletindo a queda nos preços de commodities minerais, que são sensíveis às flutuações do câmbio e do mercado internacional.



