Indústria e Tendências

Produção de leite no RS segue estável apesar da redução de produtores

O relatório da Emater/RS-Ascar indica que a produção de leite no Rio Grande do Sul se manteve estável, com um leve aumento de 0,2%, apesar da diminuição no número de produtores e rebanhos. O setor leiteiro é importante para a economia do estado, gerando R$ 9,5 bilhões anualmente.

A produção de leite no Rio Grande do Sul, conforme o último relatório da Emater/RS-Ascar, permanece estável, com um leve aumento de 0,2%. Apesar disso, o número de produtores e rebanhos continua a diminuir, apresentando desafios para o setor. O relatório destaca a importância econômica do leite para o estado, mesmo com a redução de produtores.

Estabilidade na produção de leite no RS

A produção de leite no Rio Grande do Sul manteve-se praticamente estável nos últimos anos, conforme a 6ª edição do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no RS, elaborado pela Emater/RS-Ascar.

O levantamento mostra um leve crescimento de 0,2% na comparação com o estudo anterior, com a produção anual passando de 3,83 bilhões para 3,84 bilhões de litros. O resultado chama a atenção diante da redução expressiva no número de produtores e rebanhos no estado.

No entanto, de 2023 a 2025, o total de estabelecimentos que comercializam leite ou processam em agroindústrias regularizadas caiu de 33.019 para 28.946, o que representa retração de 12,3%.

O rebanho leiteiro também sofreu baixa: de 769.812 vacas para 742.578, uma queda de 3,5%. A diminuição está ligada sobretudo à saída de pequenos produtores, enquanto os que permanecem investem em maior escala e eficiência produtiva.

Apesar desse cenário de retração, a atividade segue relevante para a economia gaúcha. A especialização dos produtores que se mantêm na atividade tem garantido a continuidade da produção em níveis que sustentam emprego, renda e o abastecimento regional.

Ainda assim, o relatório alerta para riscos no futuro da cadeia produtiva. Entre os fatores que explicam a redução de produtores estão as dificuldades de rentabilidade, a falta de sucessão familiar e a escassez de mão de obra no campo.

Esses elementos indicam desafios à sustentabilidade de longo prazo do setor, que dependerá de políticas de apoio, incentivo à modernização e estímulo à permanência das novas gerações na atividade leiteira.

Jéssica Rocha

Colunista no segmento Indústria e Tendências | Diretora de Operações com atuação direta em áreas Operacionais, Comerciais, de Marketing, Tecnologia, entre outras, sempre atenta às tendências globais que impactam a indústria, o mercado empresarial e a economia mundial.

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