Cooperativa Central Gaúcha investe R$500 milhões em recuperação de terminal
A Cooperativa Central Gaúcha investiu R$ 550 milhões na recuperação de terminal de grãos no Rio Grande do Sul, após enchentes que causaram danos em 2024. O projeto, com apoio do BNDES, visa modernizar e aumentar a resiliência do terminal, essencial para a exportação de grãos da região.
A Cooperativa Central Gaúcha (CCGL) de Cruz Alta (RS) alcançou um recorde de receita de R$ 2 bilhões. Porém, enfrentou um desafio significativo quando enchentes danificaram seu terminal de grãos no Porto de Rio Grande. Para superar essa adversidade, a cooperativa está investindo R$ 550 milhões na renovação e modernização das instalações.
Impacto das enchentes no terminal
O Rio Grande do Sul viveu um de seus episódios mais críticos em 2024 com as enchentes que afetaram severamente a infraestrutura do estado.
Durante o auge das inundações, um navio graneleiro, arrastado pela força da correnteza, colidiu com o píer do terminal de grãos Termasa, localizado na região portuária de Rio Grande e operado pela Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), danificando parte importante da estrutura.
O incidente comprometeu a operação de escoamento de grãos da cooperativa, que antes da paralisação movimentava cerca de 2 milhões de toneladas por ano, representando um elo estratégico na cadeia de exportação agroindustrial do estado.
A paralisação gerou reflexos imediatos na logística de produtores rurais e empresas exportadoras, que tiveram que buscar alternativas para o escoamento da safra em um cenário de incertezas.
O episódio expôs a vulnerabilidade das estruturas diante de eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes no Sul do país.
Apesar dos prejuízos, a CCGL decidiu transformar a crise em oportunidade. A cooperativa iniciou um plano de reconstrução do terminal com foco não apenas na recuperação, mas também na modernização.
O projeto prevê melhorias na infraestrutura portuária, ampliação da capacidade de embarque e adoção de tecnologias voltadas à prevenção de danos causados por eventos hidrológicos.
A expectativa é que, com as obras de revitalização, o Termasa volte a operar com mais eficiência e resiliência, garantindo maior segurança para as operações futuras.
A iniciativa também reforça a importância de investimentos em infraestrutura adaptativa frente às mudanças climáticas e destaca o papel das cooperativas na sustentação da economia agrícola gaúcha.
Investimento e renovação estrutural
Para retomar a operação do terminal Termasa após o impacto das enchentes, a Cooperativa Central Gaúcha (CCGL) está investindo R$ 550 milhões em um ambicioso projeto de renovação estrutural.
Este investimento inclui a reconstrução completa das instalações danificadas e a implementação de melhorias significativas.
O financiamento do projeto foi parcialmente obtido através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que contribuiu com R$ 321,25 milhões.
Este apoio financeiro é crucial para garantir que o terminal possa voltar a operar com plena capacidade e atender à demanda dos produtores e exportadores locais.
Além da reconstrução das estruturas físicas, o projeto de renovação abrange a modernização dos armazéns, que têm capacidade para estocar 320 mil toneladas, e a atualização do sistema de energia.
Essas melhorias visam não apenas restaurar a funcionalidade do terminal, mas também aumentar sua eficiência e sustentabilidade a longo prazo.
A renovação do Termasa representa uma oportunidade para a CCGL fortalecer sua infraestrutura logística, garantindo que o terminal esteja melhor preparado para enfrentar desafios futuros e continuar desempenhando um papel vital na exportação de grãos do Rio Grande do Sul.
*Com informações Globo Rural



