Defesa dos EUA compra vanádio da Bahia para reserva estratégica
Vanádio da Bahia pode reforçar o abastecimento de insumos críticos para os Estados Unidos, em meio à busca por fontes confiáveis fora de cadeias concentradas em poucos países.
O Brasil pode ganhar maior relevância na cadeia global de minerais críticos com o possível fornecimento de vanádio produzido na Bahia para a reserva estratégica dos Estados Unidos. A Largo Resources, responsável pela mina Maracás Menchen, assinou um contrato com a área de logística do Departamento de Defesa estadunidense que pode chegar a US$ 125 milhões, dependendo dos pedidos realizados ao longo de cinco anos.
Mina na Bahia pode reforçar reserva estratégica dos EUA
A mina e o complexo químico Maracás Menchen, no interior da Bahia, passam a ganhar relevância internacional por serem a origem prevista do vanádio que poderá abastecer o estoque estratégico dos Estados Unidos.
O material em questão é o pentóxido de vanádio de alta pureza, insumo que pode ser incorporado ao National Defense Stockpile, reserva usada pelo governo estadunidense para garantir acesso a produtos considerados importantes para defesa e segurança nacional.
A possibilidade de fornecimento está ligada a um contrato recebido pela Largo Resources USA, subsidiária norte-americana da Largo, junto à DLA, órgão de logística vinculado ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
O acordo foi estruturado para cinco anos e permite que o governo dos EUA faça encomendas conforme a necessidade, sem obrigação de comprar uma quantidade mínima durante o período.
Pelo modelo previsto, o volume máximo pode chegar a 2.876 toneladas, enquanto o valor total do contrato foi limitado a US$ 125 milhões, caso os pedidos alcancem o teto estabelecido.
Esse formato, conhecido como IDIQ, cria uma base contratual para compras futuras sem garantir que todo o montante financeiro ou toda a capacidade prevista será efetivamente utilizada.
Com isso, o vanádio produzido na Bahia passa a ocupar espaço em uma cadeia sensível para os Estados Unidos, conectando a operação brasileira da Largo a demandas estratégicas da indústria de defesa estadunidense.



