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MP-SP processa fabricante de ração por morte de cavalos

MP-SP processa fabricante de ração por supostos danos causados a criadores e consumidores após intoxicação de cavalos. A Promotoria aponta presença de substâncias tóxicas em resíduos usados na produção dos alimentos.

A ação civil pública movida pelo Ministério Público de São Paulo contra a Nutratta ampliou a gravidade do caso envolvendo rações contaminadas e mortes de cavalos em diferentes estados. A Promotoria de Justiça do Consumidor pede R$ 10 milhões por danos morais coletivos e aponta preocupação não apenas com os criadores afetados, mas também com possíveis falhas sanitárias capazes de atingir outras cadeias de produção animal.

Ação civil pública contra Nutratta

O Ministério Público de São Paulo entrou com ação civil pública contra a Nutratta para responsabilizar a empresa pelos danos atribuídos à contaminação.

A Promotoria de Justiça do Consumidor pede indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos, além de medidas para proteger compradores e criadores afetados.

No processo, o órgão também solicita o bloqueio de bens dos réus e a proibição da retomada das atividades até o cumprimento das exigências sanitárias.

Outro pedido envolve a realização de recall dos produtos contaminados, com retirada dos itens do mercado para evitar novos casos de intoxicação animal.

Além da morte dos cavalos, a investigação apontou risco de contaminação cruzada em uma linha de produção que teria fabricado ração bovina.

Auditoras do Ministério da Agricultura indicaram preocupação com eventual transmissão das toxinas por leite, carne e fígado de animais alimentados com produtos contaminados.

Para o Ministério Público, o caso exige resposta judicial porque envolve possível falha sanitária, prejuízos a consumidores e riscos à segurança alimentar.

Cavalos mortos após ração contaminada

O caso da morte de centenas de cavalos em diferentes estados do Brasil voltou ao centro das discussões após o avanço de medidas judiciais contra a Nutratta.

As mortes foram associadas ao consumo de rações fabricadas pela empresa, investigada por suposto uso de matéria-prima contaminada na produção.

Segundo as apurações, os animais teriam sido expostos a alcaloides pirrolizidínicos, substâncias tóxicas encontradas em resíduos de soja usados na fabricação da ração.

Laudos laboratoriais apontaram concentrações até 2.600 vezes acima do limite considerado seguro para equinos, reforçando a gravidade da contaminação investigada.

Criadores relataram sinais neurológicos nos animais, como desorientação, alterações de comportamento e perda de coordenação, antes do agravamento dos quadros clínicos.

Entre os locais com registros mais graves estão Indaiatuba e Atalaia, onde dezenas de cavalos morreram após consumir os produtos sob investigação.

O Ministério da Agricultura determinou o recolhimento das rações contaminadas e apurou a extensão dos riscos relacionados aos produtos fabricados pela empresa.

Aldair Sedlmaier

Colunista no segmento Legislação e Normas Industriais | Gerente de Customer Success, Aldair é especialista em negócios digitais, marketing digital, customer experience e relacionamento com o cliente. Está diretamente ligado às áreas de Ouvidoria e Jurídico, trazendo insights valiosos do mercado industrial.

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