Estudo revela que a África está se partindo e pode formar um novo oceano
Estudo revela que a África está se partindo devido ao calor do manto terrestre, podendo resultar na formação de um novo oceano.
Um estudo publicado na revista científica Nature Geoscience indica que a África está se partindo devido a fluxos de manto, resultando em rachaduras no Triângulo de Afar, o que gera pulsos geológicos e influencia a separação continental na região.
Movimentos tectônicos no leste africano
O leste africano está passando por um fenômeno geológico significativo, onde o calor do manto terrestre está influenciando diretamente os movimentos tectônicos.
Essa região, conhecida como o Rifte da África Oriental, é um ponto de encontro de três grandes fendas da crosta terrestre: o Rifte do Mar Vermelho, o Rifte do Golfo de Áden e o próprio Rifte da África Oriental.
Os cientistas identificaram que o calor vindo das profundezas da Terra está gradualmente empurrando as placas tectônicas, causando o afastamento do solo de forma lenta e contínua.
Esse processo está criando rachaduras de vários quilômetros de extensão, algumas das quais são visíveis em imagens de satélite.
A pesquisa, publicada na revista Nature Geoscience, destaca que o fluxo de material quente não é contínuo, mas ocorre em intervalos cíclicos, semelhantes aos “batimentos de um coração geológico”.
Essa descoberta é crucial para entender como o continente africano está se dividindo e por que o processo acontece em ritmos diferentes ao longo da região.
Batimentos geológicos no Triângulo de Afar
O Triângulo de Afar, localizado no nordeste da Etiópia, é uma região geologicamente ativa onde os cientistas observaram um fenômeno intrigante descrito como “batimentos geológicos”.
Esses batimentos são causados por pulsos de calor que sobem do manto terrestre, influenciando diretamente a movimentação das placas tectônicas na área.
De acordo com o estudo, o manto na região de Afar não é estático; ele pulsa de maneira cíclica, semelhante aos batimentos cardíacos.
Essas pulsações transportam assinaturas químicas distintas, que ajudam a mapear a atividade geológica sob a superfície. As placas tectônicas nesta região se afastam lentamente, criando rachaduras e fissuras que se expandem com o tempo.
Esses movimentos repetitivos são comparados à “respiração” da Terra, onde o calor sobe, o solo se expande e, eventualmente, o continente se separa.
A compreensão desses “batimentos” é essencial para prever como a separação continental pode evoluir e como novos oceanos podem surgir ao longo de milhões de anos.
Impacto dos fluxos de manto na separação continental
Os fluxos de manto desempenham um papel crucial na separação continental observada no leste da África. Esses fluxos são correntes de material quente que sobem do interior da Terra, exercendo pressão sobre a crosta terrestre e causando a expansão do solo.
No Triângulo de Afar, essa atividade é particularmente intensa, resultando em rachaduras e fissuras que indicam o início de uma nova divisão continental.
Os cientistas descobriram que esses fluxos de manto não são uniformes. Eles ocorrem em pulsos, transportando diferentes composições químicas que podem ser mapeadas para entender a dinâmica geológica da região.
Essa atividade pulsante é comparada ao fluxo sanguíneo no corpo humano, onde o calor e o material do manto se movem de forma cíclica, influenciando a velocidade e a direção do movimento das placas tectônicas.
Esse processo natural é extremamente lento e pode levar milhões de anos para completar a separação continental.
No entanto, o estudo dos fluxos de manto e suas implicações ajuda a explicar como continentes se dividem e como novos oceanos podem eventualmente se formar, oferecendo uma visão sobre a evolução geológica do nosso planeta.



