Saúde, Segurança e Meio Ambiente

Número de pessoas enfrentando calor extremo pode dobrar até 2050

O aumento do calor extremo pode impactar até 3,79 bilhões de pessoas até 2050, alterando a demanda por energia global e exigindo adaptações em infraestruturas e políticas de desenvolvimento sustentável.

O aumento do calor extremo poderá afetar 3,79 bilhões de pessoas até 2050, caso o aquecimento global atinja 2°C. Este cenário impactará a demanda energética global, conforme estudo publicado na Nature Sustainability.

Impacto global do aumento da temperatura

O aumento da temperatura global terá consequências significativas em todo o mundo. De acordo com o estudo publicado na Nature Sustainability, se o aquecimento global atingir 2°C, o número de pessoas expostas ao calor extremo mais que dobrará, passando de 1,54 bilhão para 3,79 bilhões.

As regiões tropicais e o hemisfério sul serão as mais afetadas, mas países do hemisfério norte também enfrentarão dificuldades para se adaptar.

As infraestruturas nesses locais, projetadas para climas mais frios, precisarão de adaptações significativas para lidar com o aumento das temperaturas.

O estudo destaca que a maior mudança ocorrerá na fase inicial do aquecimento, próxima ao aumento de 1,5°C, indicando a urgência de medidas de adaptação em setores como saúde, economia e energia.

Especialistas alertam que ultrapassar esse limite terá impactos sem precedentes em áreas como educação, saúde e migração.

Mudanças na demanda energética

Com o aumento das temperaturas globais, haverá uma transformação significativa na demanda energética mundial.

O estudo prevê que, nas próximas décadas, a demanda por resfriamento no hemisfério sul aumentará, enquanto a necessidade de aquecimento no hemisfério norte diminuirá.

Esse novo padrão de consumo energético exigirá adaptações nos sistemas de energia, especialmente em países com infraestruturas antigas e ineficientes.

A crescente necessidade de sistemas de resfriamento, como ar-condicionado, poderá sobrecarregar as redes elétricas, como já observado no Reino Unido, onde usinas de carvão foram ativadas para atender à demanda durante uma onda de calor atípica.

Especialistas enfatizam a importância de políticas de desenvolvimento sustentável e de alcançar emissões líquidas zero para mitigar os impactos do aquecimento global e garantir a segurança energética em um cenário de temperaturas extremas crescentes.

Gabriele Noda

Colunista no segmento Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) | Gabriele Noda é Supervisora de Customer Success e possui mais de 8 anos de experiência no mercado industrial, o que a capacita a traduzir dados científicos em análises acessíveis sobre saúde, segurança e meio ambiente.

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