Saúde, Segurança e Meio Ambiente

Ozempic, Mounjaro e mais: venda de canetas emagrecedoras exige receita

A Anvisa estabeleceu um controle rigoroso sobre a venda de canetas emagrecedoras, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy, exigindo a retenção de receitas médicas, devido ao aumento dos riscos à saúde associados ao uso indiscriminado e às versões manipuladas desses produtos.

Farmácias em todo o Brasil passaram a reter receitas de medicamentos agonistas GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras. A decisão foi tomada pela Anvisa para controlar a prescrição e venda desses medicamentos, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy.

Controle rigoroso da Anvisa na venda de canetas emagrecedoras

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) implementou medidas mais rigorosas para a venda de canetas emagrecedoras, medicamentos agonistas GLP-1, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy.

A decisão visa garantir um controle mais eficiente sobre a prescrição e dispensação desses medicamentos, que agora exigem receita médica retida nas farmácias.

Desde abril, a prescrição desses medicamentos passou a ser feita em duas vias, e a venda só é permitida com a retenção da receita, similar ao que ocorre com antibióticos. Essa mudança busca evitar o uso indiscriminado e a automedicação, protegendo a saúde dos pacientes.

Além disso, farmácias e drogarias devem registrar a movimentação de compra e venda no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados.

A validade das receitas é de até 90 dias a partir da data de emissão, período durante o qual o paciente pode utilizar o medicamento.

Riscos do uso indiscriminado e versões manipuladas

O uso indiscriminado de canetas emagrecedoras e a venda de versões manipuladas desses medicamentos representam riscos significativos à saúde.

As entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, alertam para os perigos associados à automedicação e à falta de controle na dispensação desses produtos.

A venda de agonistas GLP-1 sem receita médica, embora irregular, é comum, expondo indivíduos a riscos desnecessários. A legislação atual exige receita médica para a dispensação, mas não a retenção, facilitando o acesso indiscriminado.

Além disso, o uso de versões alternativas ou manipuladas de medicamentos como semaglutida e tirzepatida é uma prática crescente e preocupante.

Esses produtos carecem de bases científicas e regulatórias que garantam eficácia e segurança, expondo os usuários a sérios riscos à saúde.

As entidades recomendam que profissionais de saúde prescrevam apenas medicamentos aprovados por agências reguladoras e que pacientes busquem alternativas seguras e regulamentadas pela Anvisa.

Fonte: Agência Brasil 

Gabriele Noda

Colunista no segmento Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) | Gabriele Noda é Supervisora de Customer Success e possui mais de 8 anos de experiência no mercado industrial, o que a capacita a traduzir dados científicos em análises acessíveis sobre saúde, segurança e meio ambiente.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo