Desertificação no Brasil ameaça segurança hídrica e alimentar

A desertificação no Brasil afeta diretamente comunidades rurais, povos indígenas e quilombolas que dependem dos recursos naturais para manter suas atividades.
A desertificação avança sobre uma parcela crescente do território brasileiro e amplia riscos para a produção de alimentos, o abastecimento de água e a permanência de comunidades em áreas vulneráveis. Entre 2000 e 2020, a extensão suscetível ao problema passou de aproximadamente 1,35 milhão para 1,51 milhão de quilômetros quadrados, com maior concentração no Nordeste e avanço sobre outras regiões do país. Diante desse cenário, políticas de recuperação ambiental e iniciativas de convivência com o clima seco ganham importância estratégica.
Área suscetível cresce e alcança novas regiões
Entre 2000 e 2020, a extensão brasileira associada à desertificação passou de aproximadamente 1,35 milhão para 1,51 milhão de quilômetros quadrados, aumento de cerca de 170 mil quilômetros quadrados.
O problema se concentra principalmente nos nove estados nordestinos, mas também alcança partes de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.
Esses territórios apresentam condições climáticas classificadas entre subúmidas secas, semiáridas e áridas, características que aumentam a vulnerabilidade diante da degradação prolongada do solo.
Uma área de aproximadamente 6 mil quilômetros quadrados entre Pernambuco e Bahia passou a ser reconhecida como a primeira região árida identificada no país.
A constatação reforça a necessidade de monitoramento contínuo, porque mudanças no regime de chuvas e no uso da terra podem acelerar processos de perda de produtividade ambiental.



