Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio: menos de 10% dos casos de depressão são tratados
No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, a Organização Mundial da Saúde chama atenção para a gravidade da crise em saúde mental no planeta. Transtornos como ansiedade e depressão já atingem mais de um bilhão de pessoas e geram perdas econômicas anuais que ultrapassam US$ 1 trilhão.
Os transtornos mentais, como ansiedade e depressão, afetam mais de um bilhão de pessoas no mundo, gerando perdas econômicas anuais de US$ 1 trilhão. No entanto, menos de 10% das pessoas com recebem tratamento adequado, segundo relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS).
OMS alerta para baixa cobertura de tratamento da depressão
Um relatório recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que apenas 9% das pessoas que sofrem de depressão no mundo recebem algum tipo de cuidado considerado adequado.
O dado expõe um vazio preocupante na rede de apoio em saúde mental, deixando a maioria sem acesso a serviços capazes de garantir tratamento mínimo.
O cenário é ainda mais crítico em países de baixa e média renda, onde a escassez de investimentos e a falta de profissionais especializados limitam a oferta de atendimento.
A depressão e a ansiedade estão entre os transtornos mais comuns, afetando cerca de 4% e 4,4% da população mundial, respectivamente.
Juntas, essas condições já fazem parte da rotina de mais de um bilhão de pessoas, atingindo diferentes idades e classes sociais sem distinção.
A OMS também chama atenção para o impacto de longo prazo. Os transtornos mentais já ocupam a segunda posição entre as principais causas de incapacidade no planeta.
Especialistas defendem que só será possível enfrentar o problema com políticas mais ambiciosas, aumento de recursos públicos e a integração da saúde mental na atenção primária.
Sem essas medidas, a tendência é que o número de pessoas sem tratamento adequado continue crescendo, ampliando os custos sociais e econômicos associados às doenças mentais e reforçando a necessidade de ação urgente.
Consequências econômicas dos transtornos mentais
Os transtornos mentais geram consequências econômicas significativas em escala global. A OMS estima que a perda de produtividade anual devido à ansiedade e depressão ultrapassa US$ 1 trilhão.
Este valor reflete não apenas os custos diretos com saúde, mas também os custos indiretos, como a perda de produtividade.
Além dos custos econômicos diretos, os transtornos mentais afetam a força de trabalho, resultando em aumento do absenteísmo e redução da eficiência.
Este cenário destaca a necessidade de investimentos em saúde mental, tanto para melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas quanto para mitigar o impacto econômico.
Apesar das evidências, os investimentos em saúde mental permanecem estagnados, representando apenas 2% dos orçamentos de saúde globais.
Este subfinanciamento limita o desenvolvimento de serviços e reformas necessárias para enfrentar os desafios impostos pelos transtornos mentais.



