Saúde, Segurança e Meio Ambiente

Mpox: Entenda a Doença Monkeypox e Seus Impactos

O surto de monkeypox, classificado como emergência global pela OMS, ressalta a necessidade de diagnóstico preciso e medidas de prevenção. Os principais sintomas incluem inchaço e lesões na pele. A vacinação é limitada a profissionais de saúde, enquanto práticas de higiene são cruciais para o controle da doença.

A doença monkeypox, causada pelo vírus MPXV, provoca sintomas como inchaço dos gânglios, lesões cutâneas e febre. Com mais de 30 mil casos confirmados em 88 países, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública internacional em 2024.

Sintomas e Transmissão do Monkeypox

O monkeypox é uma doença infecciosa que apresenta sintomas variados, incluindo inchaço dos gânglios linfáticos, lesões na pele, febre, fraqueza, e dores intensas de cabeça e no corpo. Esses sintomas podem surgir entre 5 a 21 dias após a exposição ao vírus, conhecido como período de incubação.

A transmissão do monkeypox ocorre de diferentes maneiras. Do animal para o humano, pode acontecer por meio de mordidas, arranhaduras, ou manuseio de caça selvagem. Produtos de origem animal também podem ser fontes de contaminação.

Entre humanos, a transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com feridas infecciosas, crostas, fluidos corporais, ou secreções respiratórias durante contato pessoal prolongado. O contato físico próximo, como beijos e abraços, também são vias de transmissão.

A letabilidade do monkeypox é estimada entre 1% e 10%, sendo mais grave em crianças e pessoas com imunidade comprometida.

O atual surto tem mostrado que muitos pacientes apresentam erupções cutâneas em áreas mucosas, como genital, perianal e oral, sugerindo contato físico próximo como provável via de transmissão durante o contato sexual.

Prevenir a transmissão do monkeypox envolve evitar contato direto com pessoas infectadas e manter rigorosa higiene das mãos. Em caso de sintomas ou contato com material infectado, é essencial procurar um serviço de saúde imediatamente.

Cenário Global e Casos Confirmados

O cenário global do monkeypox tem se tornado cada vez mais preocupante, com mais de 30 mil casos confirmados em 88 países, segundo dados do CDC atualizados em agosto de 2022.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto como uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional em 2024, destacando a necessidade de vigilância e resposta global coordenada.

Nas Américas, a doença foi registrada em diversos países, incluindo os Estados Unidos, com 8.933 casos, e o Brasil, com mais de 2.000 casos relatados pelo Ministério da Saúde. Outros países como Canadá, Peru, México e Chile também apresentam números significativos de infecções.

A disseminação do vírus em regiões não endêmicas é um fenômeno incomum, levantando preocupações sobre a possibilidade de transmissões autóctones.

A linhagem predominante identificada é o clado 2, anteriormente conhecido como clado da África Ocidental, que historicamente causa manifestações clínicas mais leves e é menos transmissível.

O principal desafio atual é compreender o comportamento do vírus em populações que não tiveram contato prévio com o MPXV, em meio a outras emergências de saúde pública, como a Covid-19. A capacitação de laboratórios para o diagnóstico preciso é crucial para enfrentar essa situação.

Diagnóstico e Desafios Atuais

O diagnóstico do monkeypox é realizado principalmente por meio de testes moleculares, como o q-PCR, seguido de sequenciamento genético.

As amostras para esses testes são coletadas de SWAB cutâneo e SWAB oral. Essa abordagem é essencial para confirmar a infecção e distinguir o monkeypox de outras doenças que também causam erupções cutâneas, como varicela, sarampo e sífilis.

Um dos desafios atuais é a necessidade de diferenciar clinicamente o monkeypox de outras condições com sintomas semelhantes.

O inchaço dos gânglios linfáticos é uma característica distintiva que pode ajudar a diferenciar o monkeypox de outras infecções, como a varíola bovina, que também apresenta lesões cutâneas semelhantes.

No Brasil, o Laboratório de Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz atua como referência para o diagnóstico do monkeypox, analisando amostras de toda a região Nordeste e de pacientes atendidos no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz.

Essa capacidade de diagnóstico é crucial para monitorar a disseminação do vírus e implementar medidas de controle eficazes.

Os desafios enfrentados incluem a incerteza sobre o comportamento do vírus em populações não endêmicas e a necessidade de respostas rápidas para questões sobre transmissão e dinâmica viral.

A capacitação de laboratórios ao redor do mundo é fundamental para enfrentar esses desafios e garantir uma resposta eficaz ao surto.

Vacinação e Medidas de Prevenção

As orientações atuais focam na vacinação de profissionais de saúde que trabalham diretamente com pacientes infectados e em laboratórios que diagnosticam amostras suspeitas de monkeypox. Essa abordagem visa proteger aqueles que estão em maior risco de exposição ao vírus.

Medidas de prevenção são essenciais para controlar a disseminação do monkeypox. Evitar contato direto com pessoas infectadas, semelhante às práticas adotadas para a Covid-19, é crucial.

A higiene das mãos deve ser mantida rigorosamente, e qualquer sintoma suspeito deve levar à busca imediata por atendimento médico.

O cuidado com erupções cutâneas é importante, devendo-se permitir que sequem naturalmente ou cobri-las com curativos úmidos para proteger a área afetada. Essas práticas ajudam a prevenir complicações e a reduzir o risco de transmissão para outras pessoas.

Fonte: Instituto Oswaldo Cruz

Gabriele Noda

Colunista no segmento Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) | Gabriele Noda é Supervisora de Customer Success e possui mais de 8 anos de experiência no mercado industrial, o que a capacita a traduzir dados científicos em análises acessíveis sobre saúde, segurança e meio ambiente.

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