China reduz emissões de CO2 no primeiro trimestre
A China reduziu suas emissões de CO2 em 1,6% no primeiro trimestre, impulsionada pelo crescimento das energias renováveis, apesar do aumento na demanda de eletricidade.
No primeiro trimestre de 2025, a China conseguiu reduzir suas emissões de CO2 em 1,6%, apesar do aumento da demanda por eletricidade, aponta um estudo divulgado pelo Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (CREA). Esse feito foi impulsionado pelo crescimento significativo das energias renováveis, como solar e eólica, que superaram a expansão do consumo de energia.
Auge das energias renováveis na China
A China tem se destacado no cenário global com seu investimento maciço em energias renováveis, como solar e eólica.
Este movimento é parte de sua estratégia para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e mitigar as mudanças climáticas.
Nos últimos anos, o país asiático ampliou significativamente sua capacidade de geração de energia limpa. Segundo o Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (CREA), a capacidade de energia eólica e solar da China quase dobrou em comparação com o restante do mundo.
Essa expansão permitiu que, pela primeira vez, a redução das emissões de CO2 estivesse diretamente ligada ao aumento da produção de energia renovável, superando o crescimento da demanda energética. Isso representa um marco importante na transição energética do país.
O governo chinês tem metas ambiciosas para o futuro, incluindo atingir o pico de emissões até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2060.
Para isso, continua a investir em tecnologias limpas e a promover colaborações internacionais em pesquisa e desenvolvimento de soluções sustentáveis.
Desafios e Metas Climáticas
Apesar desse progresso, a China ainda enfrenta desafios para atingir suas metas climáticas. O carvão continua a ser uma parte essencial da matriz energética, e o país está “muito atrasado” em relação à meta de reduzir a intensidade de carbono em 65% até 2030, comparado aos níveis de 2005.
Esses resultados destacam a necessidade de continuar expandindo a capacidade de energias renováveis e melhorar a eficiência energética para alcançar os objetivos de longo prazo de neutralidade de carbono e redução das emissões de gases do efeito estufa.



