Ibama nega licença prévia para termelétrica em SP

Falhas técnicas em estudos ambientais levaram o Ibama a negar a licença prévia de uma termelétrica projetada para Caçapava (SP). A decisão reacende o debate entre segurança energética e impactos ambientais.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) negou a licença prévia para a construção da maior termelétrica do Brasil, planejada para a cidade de Caçapava, em São Paulo, devido a falhas técnicas no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e no Relatório de Impacto Ambiental (Rima), mesmo após solicitações de complementação.
Motivos da negativa do Ibama
O Ibama indeferiu a licença prévia para a termelétrica planejada em Caçapava, interior de São Paulo, após identificar falhas no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e no Relatório de Impacto Ambiental (Rima). A decisão veio mesmo após duas solicitações de complementação dos documentos por parte do órgão.
Segundo o Ibama, os documentos apresentados pela empresa Natural Energia não atenderam tecnicamente às exigências necessárias para a declaração de viabilidade ambiental do empreendimento.
O projeto previa a construção da maior usina termelétrica do país, com capacidade de gerar 1,74 MW, utilizando gás natural como combustível principal. A localização seria na margem da SP-62, entre Caçapava e Taubaté, ocupando uma área de 25 hectares.
Impactos e reações ao projeto
A negativa do Ibama gerou diversas reações no setor energético e entre ambientalistas. O projeto da usina termelétrica em Caçapava, que prometia gerar cerca de dois mil empregos diretos durante sua construção, foi alvo de críticas devido aos potenciais impactos ambientais.
Ambientalistas destacam que a instalação da usina poderia comprometer recursos hídricos locais, como o Córrego Caetano e o aquífero Taubaté, além de contribuir para o aumento da emissão de gases poluentes, uma vez que usinas termelétricas utilizam combustíveis fósseis.
Por outro lado, a empresa Natural Energia, responsável pelo projeto, afirmou que está analisando o parecer técnico do Ibama e que respeitará os ritos legais.
O projeto, que contava com investimento de R$ 5 bilhões, visava garantir energia em momentos de desequilíbrio entre oferta e demanda, mas agora enfrenta incertezas quanto à sua viabilidade.



