OMS inclui substâncias contra obesidade na lista de medicamentos essenciais
Com o avanço da obesidade e do diabetes em escala mundial, a OMS atualizou sua lista de medicamentos essenciais para 2025 e adicionou quatro substâncias que têm transformado o tratamento dessas condições.
A Organização Mundial da Saúde deu um passo importante na luta contra a obesidade e o diabetes ao incluir substâncias como semaglutida, dulaglutida, liraglutida e tirzepatida em sua lista de medicamentos essenciais. A medida reconhece o impacto crescente dessas doenças e busca ampliar o acesso global a tratamentos considerados altamente eficazes.
Novas substâncias entram na lista de medicamentos essenciais da OMS
A Organização Mundial da Saúde anunciou a atualização da sua lista de medicamentos essenciais para 2025 com a inclusão de quatro substâncias usadas no tratamento de obesidade e diabetes: semaglutida, dulaglutida, liraglutida e tirzepatida.
A decisão reforça a relevância desses fármacos em um cenário de crescimento dos casos de doenças metabólicas em todo o mundo.
A semaglutida é a mais conhecida da lista, por estar presente na composição de remédios comercializados sob os nomes Ozempic e Wegovy.
Assim como as demais substâncias listadas, pertence ao grupo dos agonistas do receptor GLP-1, que regulam a glicemia, estimulam a produção de insulina e aumentam a sensação de saciedade.
Desenvolvidas inicialmente para tratar diabetes tipo 2, essas drogas também se mostraram eficazes no manejo da obesidade, ajudando na perda de peso e trazendo benefícios adicionais para a saúde cardiovascular e renal.
Com a inclusão, a OMS busca ampliar o acesso a terapias modernas em países de baixa e média renda, onde a obesidade cresce rapidamente, mas o custo elevado desses medicamentos ainda limita o alcance da população mais vulnerável.
Custos elevados e o debate sobre acesso universal
Embora representem um avanço científico importante, os novos medicamentos enfrentam o desafio do preço alto, que ultrapassa mil dólares mensais em alguns mercados.
Esse valor impede que milhões de pessoas tenham acesso ao tratamento, principalmente em regiões de baixa e média renda.
Pesquisadores destacam que, com a produção de versões genéricas, o custo poderia cair drasticamente, chegando a poucos dólares por mês em países com capacidade de fabricação em larga escala.
A expectativa é que, com o fim das patentes em alguns mercados a partir de 2026, esse cenário se torne viável.



