Saúde, Segurança e Meio Ambiente

Nova caneta contra obesidade leva a perda de até 32 kg

A retatrutida é uma nova caneta contra obesidade que demonstrou eficácia semelhante à cirurgia bariátrica, apresentando efeitos adversos gastrointestinais comuns, mas com um perfil de segurança considerado aceitável.

A Eli Lilly, farmacêutica responsável pelo Mounjaro, divulgou novos resultados de um estudo internacional de fase 3 com a retatrutida, medicamento experimental voltado ao tratamento da obesidade. Os dados mostram perdas de peso expressivas após 80 semanas de acompanhamento, reforçando o avanço da empresa em terapias metabólicas e ampliando as expectativas sobre novas opções medicamentosas para pacientes com obesidade.

Resultados da retatrutida se aproximam da bariátrica

O estudo internacional de fase 3 da retatrutida apresentou novos dados sobre perda de peso em pacientes com obesidade acompanhados por longo período.

Os resultados foram divulgados pela Eli Lilly e chamaram atenção pela magnitude da redução observada entre os participantes tratados com o medicamento.

Após 80 semanas de acompanhamento, pacientes que receberam retatrutida perderam, em média, até 31,9 kg, segundo os dados apresentados pela farmacêutica.

Na dose mais alta avaliada, de 12 mg, a redução média chegou a 28,3% do peso corporal inicial dos participantes. Esse resultado se aproximou de patamares frequentemente associados à cirurgia bariátrica.

Entre os participantes que usaram 12 mg, 45,3% perderam pelo menos 30% do peso corporal ao longo do período analisado.

Além disso, 27,2% dos pacientes nessa mesma dose registraram redução superior a 35% do peso inicial durante o estudo.

Na extensão com pacientes de obesidade mais grave, acompanhados por 104 semanas, a perda média chegou a 38,5 kg.

Outro dado relevante mostra que cerca de 65% dos participantes tratados com 12 mg deixaram de preencher o critério diagnóstico de obesidade.

Isso significa que esse grupo passou a apresentar IMC abaixo de 30, referência usada para classificar obesidade em adultos.

Embora os números indiquem forte potencial para perda de peso, a retatrutida ainda depende de avaliação regulatória e acompanhamento de segurança.

Caso seja aprovada, a medicação poderá ampliar as opções de tratamento para obesidade, sempre conforme indicação médica e perfil clínico do paciente.

Efeitos adversos e segurança do tratamento

Os efeitos adversos da retatrutida seguiram um padrão semelhante ao de outros medicamentos da mesma classe, com eventos gastrointestinais sendo os mais frequentes. Pacientes relataram náusea, diarreia, constipação e vômitos como principais sintomas.

As taxas de abandono do tratamento devido a efeitos adversos variaram conforme a dose administrada: 4,1% no grupo de 4 mg, 6,9% no de 9 mg e 11,3% no de 12 mg, enquanto no grupo placebo a taxa foi de 4,9%.

Também foram registradas alterações sensoriais leves, conhecidas como disestesia, e um aumento de infecções urinárias em parte dos participantes.

A maioria dos casos foi considerada leve a moderada, indicando que, apesar dos efeitos, o tratamento apresenta um perfil de segurança aceitável.

Gabriele Noda

Colunista no segmento Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) | Gabriele Noda é Supervisora de Customer Success e possui mais de 8 anos de experiência no mercado industrial, o que a capacita a traduzir dados científicos em análises acessíveis sobre saúde, segurança e meio ambiente.

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