Reflorestamento com mudas supera metas em MT, mas diversidade é desafio
O reflorestamento em Mato Grosso alcançou as metas de cobertura de copa, mas enfrenta desafios na diversidade de espécies. Propostas de intervenções buscam melhorar a recuperação ambiental e influenciar políticas públicas, promovendo práticas sustentáveis e economicamente viáveis.
O reflorestamento com mudas no Mato Grosso superou as metas de cobertura de copa, mas enfrenta desafios na diversidade de espécies. Estudos da Embrapa destacam a importância de intervenções para acelerar a recuperação da vegetação.
Desempenho do reflorestamento com mudas em MT
O projeto de reflorestamento com mudas em Mato Grosso tem mostrado resultados promissores, especialmente no que diz respeito à cobertura de copa das árvores.
Após oito anos do início das atividades, a cobertura do solo pelas copas já supera os indicadores estabelecidos pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para o sucesso da revegetação.
O estudo conduzido pela Embrapa Agrossilvipastoril em Sinop (MT) revelou que, embora a cobertura de copa tenha atingido níveis elevados, a diversidade de espécies e o número de indivíduos regenerantes ainda estão aquém das metas.
A Sema-MT define que a cobertura deve ser superior a 80% com espécies nativas, e a densidade de regenerantes deve alcançar no mínimo 3 mil indivíduos por hectare.
Desafios na diversidade de espécies
A diversidade de espécies é um dos grandes desafios enfrentados no reflorestamento com mudas em Mato Grosso.
Apesar do sucesso na cobertura de copa, o número de espécies presentes nas áreas de reflorestamento ainda é insuficiente para atingir as metas estabelecidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT).
Os parâmetros exigem que pelo menos 20 espécies diferentes estejam presentes entre os indivíduos regenerantes.
No entanto, os tratamentos avaliados pela Embrapa Agrossilvipastoril mostraram que, após oito anos, o máximo alcançado foi de apenas dez espécies, enquanto alguns tratamentos contavam com apenas cinco.
Esses resultados indicam a necessidade de intervenções, como o plantio de novas mudas ou a semeadura de espécies adicionais, para aumentar a diversidade.
Além disso, a abertura de clareiras e a melhoria das condições do solo podem favorecer o crescimento de novas espécies e a entrada de animais dispersores de sementes, contribuindo para a diversidade.
Métodos de mensuração da cobertura de copa
A mensuração da cobertura de copa no projeto de reflorestamento com mudas em Mato Grosso envolveu a comparação de diferentes métodos, destacando a importância de técnicas precisas para avaliar o sucesso da revegetação.
A Embrapa Agrossilvipastoril utilizou métodos variados, incluindo o densiômetro de copa e aplicativos gratuitos, como GLAMA Application, Canopy Capture, Canopy App e Canopy Cover Free.
Cada método apresentou suas particularidades. O densiômetro, por exemplo, oferece uma leitura subjetiva e exige que a mesma pessoa realize todas as avaliações para manter a consistência.
Já os aplicativos, que utilizam a câmera do celular para calcular a área coberta, mostraram-se sensíveis a variações de luminosidade, como a passagem de nuvens.
Entre os métodos testados, o GLAMA Application e o protocolo da Sema-MT foram os que apresentaram os maiores valores de cobertura de copa.
Esses resultados são fundamentais para ajustar as práticas de monitoramento e garantir que as avaliações reflitam com precisão o progresso do reflorestamento.
Propostas de intervenções para recuperação
Para acelerar o processo de recuperação no reflorestamento com mudas em Mato Grosso, foram propostas diversas intervenções.
Essas ações visam melhorar a diversidade de espécies e aumentar o número de indivíduos regenerantes, essenciais para atingir as metas estabelecidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT).
Entre as intervenções sugeridas estão o plantio de novas mudas e a semeadura de espécies adicionais, que podem aumentar a diversidade e a densidade de regenerantes.
Além disso, a poda de árvores pode ser realizada para permitir maior entrada de luz no sub-bosque, promovendo condições mais favoráveis para o crescimento de novas plantas.
Outra proposta é a articulação com parceiros para viabilizar recursos para insumos e mão de obra, permitindo a execução dessas intervenções. A ideia é criar cenários comparativos, com e sem intervenção, para avaliar o impacto dessas ações ao longo do tempo e ajustar as estratégias de recuperação conforme necessário.



