Brasil, Comissão Europeia e outros 16 países apoiam transição energética justa
Brasil assinou uma carta em apoio à transição energética justa, enfatizando as desigualdades regionais e estabelecendo metas para a promoção de energia limpa até 2030.
O Brasil, a Comissão Europeia e outros 16 países assinaram uma carta para uma transição energética justa, destacando a urgência de acelerar a produção de energias limpas e superar desigualdades regionais.
Carta por transição energética justa
Lideranças mundiais se reúnem em Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas e a “New York Climate Week” e lançaram uma carta em defesa da transição energética justa.
O documento, alinhado às metas da COP28, busca acelerar a produção e o consumo de energias limpas em escala global e ampliar os investimentos necessários para apoiar países em desenvolvimento.
Nas Américas, o texto recebeu as assinaturas de Brasil, Canadá, Uruguai, Haiti, Jamaica, Barbados, Granada, Santa Lúcia e São Vicente e Granadinas. Na Europa, aderiram Reino Unido, Noruega e a Comissão Europeia.
Do lado da África, confirmaram participação a África do Sul, o Quênia e a República Democrática do Congo. Já a Ásia e Oceania estiveram representadas por Austrália, Bangladesh e Emirados Árabes Unidos.
Além dos países, a carta também foi apoiada pela Agência Internacional de Energia (IEA) e pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).
O texto propõe a criação de um Fórum Global de Transições Energéticas, reunindo governos, instituições financeiras, empresas e organizações multilaterais para mobilizar mais recursos e compartilhar soluções.
Entre as metas estão a instalação de 11 terawatts em capacidade renovável até 2030, o triplo da geração de energia limpa atual, e o dobro da eficiência energética no mesmo período.
Os signatários também destacam a necessidade de reformar a arquitetura financeira internacional para garantir que os compromissos climáticos sejam transformados em ações concretas.



