Saúde, Segurança e Meio Ambiente

90% dos vazamentos de metano seguem sem correção, alerta PNUMA

Um relatório do PNUMA indica que 90% dos vazamentos de metano permanecem sem correção, o que representa um risco significativo para a meta global de redução de 30% das emissões até 2030.

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) destaca que, apesar do aumento na detecção de vazamentos de metano, 90% ainda não são corrigidos, comprometendo a meta global de reduzir 30% das emissões até 2030.

Desafios na redução de emissões de metano

O combate às emissões de metano enfrenta vários desafios significativos, apesar dos avanços na identificação de vazamentos.

O relatório da PNUMA destaca que, embora a transparência tenha aumentado significativamente, a correção dos vazamentos detectados ainda é insuficiente.

De acordo com o documento, um terço das emissões de metano do setor de petróleo e gás é monitorado por medições reais, uma melhoria em relação aos inventários baseados em estimativas.

No entanto, quase 90% dos vazamentos identificados permanecem sem solução, colocando em risco as metas climáticas globais.

O programa Oil and Gas Methane Partnership 2.0 (OGMP 2.0) da PNUMA, que abrange 153 empresas em 90 países, representa 42% da produção global. Apesar disso, a implementação de medidas efetivas para mitigar os vazamentos ainda é um grande obstáculo.

Especialistas apontam para a necessidade de políticas mais rigorosas e investimentos em tecnologias de detecção e reparo para alcançar a meta de reduzir as emissões de metano em 30% até 2030.

A colaboração internacional e o comprometimento das indústrias são essenciais para superar esses desafios e proteger o clima global.

Gabriele Noda

Colunista no segmento Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) | Gabriele Noda é Supervisora de Customer Success e possui mais de 8 anos de experiência no mercado industrial, o que a capacita a traduzir dados científicos em análises acessíveis sobre saúde, segurança e meio ambiente.

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