Trump critica moratória de data centers de Nova York
A moratória de data centers estabelece uma pausa de até um ano para projetos que exijam pelo menos 50 megawatts de eletricidade em Nova York.
A expansão dos centros de dados passou a provocar um novo conflito entre desenvolvimento tecnológico, segurança energética e preservação dos recursos utilizados por comunidades locais. Em Nova York, a suspensão temporária de grandes projetos abriu uma disputa política após críticas do presidente Donald Trump sobre possíveis perdas de investimentos para concorrentes internacionais.
Nova York suspende data centers de alto consumo
Nova York adotou uma moratória temporária para impedir a construção de grandes centros de dados que demandem pelo menos 50 megawatts de energia elétrica.
A ordem executiva estadual, formalizada pela governadora Kathy Hochul na última terça-feira (14), estabelece que a restrição poderá permanecer em vigor pelo período máximo de um ano.
A medida alcança projetos com elevado consumo energético e procura limitar novas pressões sobre uma infraestrutura que já precisa atender residências, empresas e serviços essenciais.
O governo estadual sustenta que a expansão acelerada dessas instalações pode elevar as contas de eletricidade e comprometer recursos naturais utilizados pelas comunidades próximas.
Durante a suspensão, Nova York poderá avaliar critérios capazes de conciliar a chegada de estruturas tecnológicas com a proteção dos consumidores e a disponibilidade dos recursos locais.
Trump critica restrição de data centers
O presidente Donald Trump classificou a moratória como uma “decisão terrível” e criticou a interrupção de projetos ligados à infraestrutura tecnológica dos Estados Unidos.
Na avaliação dele, os centros de dados representam uma importante fonte de empregos, receitas tributárias e investimentos necessários para sustentar a expansão da inteligência artificial.
Trump afirmou que a restrição precisa ser revertida “imediatamente“, porque empresas interessadas nesses projetos podem escolher outros mercados com condições regulatórias consideradas mais favoráveis.
Segundo o presidente, a manutenção da medida poderá transferir investimentos relevantes para países concorrentes, especialmente a China, que também amplia sua infraestrutura tecnológica.
A crítica coloca em lados distintos a tentativa estadual de controlar custos energéticos e a estratégia federal voltada à atração de capital para setores considerados prioritários.
O impasse evidencia a dificuldade de ampliar a capacidade computacional sem pressionar consumidores, redes elétricas e recursos naturais utilizados nos locais escolhidos para os projetos.



