Soluções Industriais

válvula de crivo

A válvula de crivo, também chamada de válvula de pé com crivo, é o componente instalado na extremidade submersa da tubulação de sucção de uma bomba, reunindo duas funções em uma única peça: um crivo, que é a tela ou chapa perfurada que barra folhas, pedras, areia grossa e detritos antes da entrada do fluido, e um elemento de retenção interno, que fecha quando a bomba para e impede o retorno da coluna de líquido para o reservatório. É essa retenção que mantém a tubulação cheia e a bomba escorvada entre partidas. Em projetos de captação e recalque de água para abastecimento, a ABNT NBR 12214 trata dos requisitos de projeto das instalações de sucção, e os modelos de retenção em bronze são amparados pela ABNT NBR 15705.

A especificação parte de cinco variáveis: diâmetro nominal e tipo de extremidade, que precisa acompanhar o tubo de sucção, em rosca BSP ou NPT nos diâmetros menores e em flange nos maiores; material do corpo, entre bronze, latão, ferro fundido, aço inoxidável 304 ou 316 e termoplásticos como PVC e PP; área livre de passagem do crivo, definida pela furação e pelo número de orifícios; mecanismo de vedação interno, por disco com assento elastomérico, por esfera ou por clapeta; e pressão e temperatura de trabalho compatíveis com a coluna de recalque. Em tubulações de PVC para água, as roscas e diâmetros seguem a ABNT NBR 5647 e a ABNT NBR 5648, o que condiciona a conexão da válvula.

A escolha errada tem consequência operacional direta: crivo com área livre insuficiente eleva a perda de carga na sucção, reduz o NPSH disponível e leva a bomba à cavitação, com erosão do rotor e queda de vazão; vedação inadequada faz a válvula perder a escorva a cada parada, forçando reenchimento manual e trabalho a seco; e o fechamento brusco da retenção em recalques longos pode gerar golpe de aríete acima da pressão nominal da linha. Em captação para abastecimento público, em bombas de combate a incêndio sob a ABNT NBR 13714 e em elevatórias de efluente, o dimensionamento da sucção e o laudo de conformidade devem ser assinados por profissional habilitado com ART; a manutenção do conjunto motobomba, por sua vez, está sujeita aos requisitos da NR-12.

Na Soluções Industriais, marketplace B2B com mais de 50 mil fornecedores cadastrados, mais de 250 mil produtos no catálogo e 3 milhões de negócios intermediados, o comprador compara cotações em três passos. Primeiro pesquisa o produto na plataforma, depois cota e recebe respostas de fornecedores com orçamentos alinhados às exigências técnicas, e por fim compara as opções para escolher a solução ideal para o negócio. O processo é gratuito para o comprador, conecta-o aos fornecedores adequados em até 24 horas e cobre cotações comparativas com confiança e segurança em uma única plataforma.

válvula de crivo

Aviso de segurança. A válvula de crivo integra sistemas de sucção cuja falha pode causar perda de escorva, cavitação e queima de motobomba, além de sobrepressão por golpe de aríete na tubulação. Em captação para abastecimento público, sistemas de combate a incêndio e estações elevatórias, o dimensionamento e a verificação devem ser feitos por profissional habilitado com ART, observando ABNT NBR 12214, ABNT NBR 13714 e NR-12 nas intervenções no conjunto de bombeamento.

Como funciona a válvula de crivo no circuito de sucção

A válvula fica no pé da tubulação, submersa no poço, cisterna, rio ou tanque. Quando a bomba parte, a depressão gerada na sucção vence o peso do disco ou da esfera interna e o fluido entra pelos orifícios do crivo, já filtrado dos sólidos maiores. Quando a bomba desliga, a coluna de líquido do recalque tende a retornar, empurra o elemento de vedação contra o assento e a linha permanece cheia. Diferente de uma retenção de linha instalada no recalque, aqui a filtragem e a retenção coexistem no mesmo corpo, e é essa combinação que caracteriza o produto. Em instalações onde a bomba trabalha afogada, a peça é dispensável; ela só se justifica quando o nível do líquido está abaixo do eixo da bomba.

  • Retenção do líquido na tubulação entre partidas, evitando reescorva manual
  • Barreira mecânica contra folhas, galhos, pedras e fauna aquática
  • Redução de partidas a seco e do desgaste prematuro de selo mecânico e rotor
  • Proteção do rotor contra impacto de sólidos aspirados do fundo

Tipos construtivos e materiais: tabela de especificação

O corpo define a resistência à corrosão e ao impacto; o crivo define a tolerância a sólidos; o mecanismo interno define a estanqueidade. Bronze e latão dominam os diâmetros pequenos por custo e usinabilidade em água doce. Ferro fundido aparece nos diâmetros maiores flangeados, com custo por polegada muito menor, porém sensível à corrosão em água agressiva. Inox 304 atende água tratada e alimentícia; o 316, com molibdênio, resiste a cloretos e salmoura, mas custa significativamente mais que o 304 e só se paga onde há íon cloreto. Termoplásticos são leves e imunes à corrosão, com limite claro de pressão e temperatura. Quem precisa de retenção separada da filtragem pode combinar a peça de sucção com uma válvula de retenção vertical no recalque para redundância.

Material do corpoFaixa típica de diâmetroAplicação recomendadaLimitação principal
Bronze / latão3/4" a 3" roscadoPoço, cisterna, residencial e predial com água doceCusto por polegada sobe rápido em diâmetros grandes
Ferro fundido2" a 12", geralmente flangeadoCaptação em rio, açude, irrigação e elevatóriaCorrosão em água agressiva e peso elevado para manuseio
Aço inox 3041" a 6"Água tratada, indústria alimentícia e farmacêuticaCusto acima do bronze e sensibilidade a cloretos
Aço inox 3161" a 6"Água salobra, efluente com cloreto, salmoura e químicaCusto bem superior ao 304, injustificável em água doce
PVC / PP3/4" a 4" roscadoQuímica diluída, água de chuva, bombeamento leveLimite baixo de pressão e temperatura, fragilidade a impacto

Como escolher: árvore de decisão por fluido e regime de trabalho

O critério de partida é o fluido, não o preço. Água doce limpa em poço ou cisterna, até 3": corpo em bronze roscado com vedação por disco elastomérico resolve, e é a opção de menor custo total. Água bruta de rio ou açude com folhas e sedimento: ferro fundido flangeado com crivo de furação ampla, porque malha fina entope em dias. Efluente com sólidos em suspensão: privilegie área livre grande e vedação por esfera, que tolera partícula no assento melhor que o disco plano. Fluido corrosivo ou salino: inox 316 ou termoplástico, conforme temperatura. Bombeamento intermitente com muitas partidas por dia exige estanqueidade rigorosa, e aí o assento elastomérico supera o metal-metal; em serviço contínuo, o requisito se desloca para resistência mecânica. Quando a linha exige bloqueio manual junto da captação, é comum associar a peça a um registro esfera na saída da elevatória.

  • Água limpa, baixa altura de sucção, uso doméstico ou predial: bronze roscado, disco com assento de borracha
  • Água bruta com detritos vegetais: ferro fundido, crivo de furação ampla, revisão periódica de limpeza
  • Efluente e lodo leve: área livre máxima, vedação por esfera, material resistente a abrasão
  • Cloretos, salmoura e química: inox 316 ou termoplástico, conforme pressão e temperatura
  • Muitas partidas por dia: prioridade absoluta na estanqueidade do assento para não perder escorva

Dimensionamento hidráulico: área do crivo, NPSH e perda de carga

O erro mais caro em sucção é tratar o crivo como acessório neutro. Cada orifício é uma restrição, e o conjunto de furos precisa oferecer área livre total várias vezes maior que a seção interna do tubo de sucção para que a perda de carga adicional seja desprezível; a prática de projeto de captação trabalha com múltiplos da seção do tubo justamente porque o crivo perde área à medida que suja. Essa perda entra diretamente no cálculo do NPSH disponível: se o NPSH disponível cair abaixo do NPSH requerido pela bomba, a cavitação começa, com ruído de britagem, vibração e erosão do rotor. Por isso a válvula nunca deve ser especificada com diâmetro menor que o da tubulação de sucção, mesmo que a conexão permita reduzir. A ABNT NBR 12214 orienta o projeto das instalações de captação e sucção para abastecimento, e o cálculo final é responsabilidade de profissional habilitado. Quando a demanda é apenas restringir passagem de partículas em linha pressurizada, a solução correta não é a peça de sucção, e sim uma válvula filtro instalada no trecho de recalque.

Instalação: submergência, distância do fundo e golpe de aríete

Três decisões de instalação determinam se a válvula vai funcionar. Primeiro, a submergência: se o crivo ficar raso demais em relação ao nível do líquido, forma-se vórtice de superfície e a bomba aspira ar, perdendo escorva mesmo com a válvula perfeita. Segundo, o afastamento do fundo: crivo apoiado ou muito próximo do sedimento aspira areia e lodo, entope e ainda manda abrasivo para o rotor; a peça deve trabalhar suspensa, apoiada em suporte ou pendurada, nunca deitada no assoalho do poço. Terceiro, o comportamento na parada: em recalques longos, o fechamento da retenção interrompe a coluna bruscamente e gera sobrepressão transitória, o golpe de aríete, que pode romper conexões; a mitigação passa por partida e parada suaves, ventosa ou tanque hidropneumático. O uso de suporte para válvulas nas linhas de sucção mais pesadas evita que o peso do conjunto seja transmitido às roscas e flanges.

  • Manter o crivo integralmente submerso, com folga acima da tomada para evitar vórtice
  • Suspender a válvula acima do sedimento em vez de apoiá-la no fundo
  • Verificar horizontalidade da tubulação de sucção e ausência de bolsão de ar
  • Prever bloqueio e alívio no recalque para reduzir o transitório de parada
  • Deixar acesso de içamento previsto para retirada do crivo em limpeza

Manutenção, modos de falha e reposição de peças

A vida útil real depende menos do material e mais da rotina de limpeza. Em água bruta com carga vegetal, a inspeção do crivo é frequente, muitas vezes semanal em período de chuva; em poço com água limpa, o intervalo se estende a semestral. Os modos de falha se repetem: obstrução gradual da tela, que se manifesta como queda de vazão e aumento de ruído antes de qualquer falha visível; endurecimento ou rasgo da vedação elastomérica, que faz a linha perder escorva durante a noite e obriga reescorva na primeira partida do dia; incrustação e biofilme travando o disco semiaberto; e corrosão do corpo em água agressiva, com perda de espessura no flange. Antes de trocar a peça inteira, avalie o reparo: em bronze e ferro fundido, a substituição de vedação e eixo costuma custar uma fração da válvula nova, lógica idêntica à do kit reparo da válvula de retenção usado nas retenções de linha. Já corpo trincado ou rosca corroída não se recupera. Toda intervenção no conjunto motobomba deve seguir bloqueio de energia conforme a NR-12.

O que define o preço e checklist para cotar com fornecedores

Não existe preço de tabela para a peça: o valor é formado por diâmetro, material do corpo, tipo de extremidade e volume do pedido. Diâmetro pesa de forma não linear, porque o material do corpo cresce com o cubo da dimensão; material é o segundo fator, com bronze acima do ferro fundido por quilo e inox 316 no topo; extremidade flangeada custa mais que roscada pela usinagem e pelo peso, e ainda exige definição da classe e do padrão de furação; e volume muda a faixa, já que lotes de irrigação e saneamento são precificados por atacado enquanto a peça avulsa segue preço de balcão. Certificação, laudo de material e inspeção de recebimento conforme ABNT NBR 10156 acrescentam custo e prazo, mas costumam ser exigidos em compra pública. Para receber propostas comparáveis, reúna os dados abaixo antes de abrir a cotação. Fornecedores que atendem essa família geralmente também trabalham com válvula de fundo e com linhas completas de retenção, o que facilita consolidar o pedido.

  • Diâmetro nominal e tipo de extremidade: rosca BSP ou NPT, ou flange com classe e furação
  • Material exigido para o corpo, o crivo e a vedação interna
  • Fluido bombeado, temperatura, presença de sólidos e teor de cloretos
  • Vazão de projeto, altura de sucção e altura manométrica total
  • Quantidade e previsão de reposição anual, para negociar faixa de atacado
  • Norma ou certificação exigida em contrato e necessidade de laudo de material
  • Prazo de entrega aceitável e disponibilidade de peças de reposição

O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho

  • Demanda concentrada em diâmetros de 1" a 4" roscados, com picos de ferro fundido flangeado em 6" e 8" para captação
  • Compradores de irrigação pedem crivo de furação maior para tolerar vegetação e areia fina em rio e açude
  • Cotações de bronze costumam sair por peça avulsa; ferro fundido e inox são orçados por lote com prazo de fabricação
  • Pedidos de reposição de vedação superam pedidos de válvula nova em instalações com mais de três anos de operação
  • Recorrência de retrabalho quando o crivo é instalado próximo demais do fundo do poço ou da cisterna
  • Inox 316 é solicitado quase exclusivamente para água salobra, efluente industrial e salmoura
  • Compradores raramente informam altura de sucção e vazão no primeiro contato, o que atrasa a cotação
  • Fornecedores de flangeado exigem definição da classe de flange e do padrão de furação antes de precificar

Perguntas frequentes

Válvula de crivo e válvula de pé são a mesma coisa?

Na prática comercial brasileira, sim: válvula de pé com crivo é o nome completo da peça instalada no fim da tubulação de sucção. O termo válvula de crivo enfatiza o elemento filtrante e o termo válvula de pé enfatiza a posição e a função de retenção. Ao cotar, informe sempre diâmetro, material e tipo de extremidade para evitar ambiguidade entre um crivo sem retenção e o conjunto completo.

Preciso de válvula de crivo se a bomba trabalha afogada?

Não para manter escorva, porque a bomba afogada recebe o líquido por gravidade e não perde a coluna na parada. Ainda assim, muitos projetos mantêm um crivo ou filtro na tomada para proteger o rotor de sólidos. Nesse caso, a especificação correta pode ser apenas o elemento filtrante, sem o mecanismo de retenção, o que reduz perda de carga e custo.

Posso instalar a válvula com diâmetro menor que o da tubulação de sucção?

Não é recomendável. A redução aumenta a velocidade e a perda de carga logo na entrada, derruba o NPSH disponível e aproxima a bomba da cavitação. A regra prática de projeto de captação, alinhada à ABNT NBR 12214, é manter a válvula no mesmo diâmetro do tubo de sucção ou acima, nunca abaixo.

Com que frequência o crivo precisa ser limpo?

Depende da carga de sólidos da fonte. Em água bruta de rio ou açude, com folhas e sedimento, a inspeção é frequente e pode ser semanal em período de chuva. Em poço ou cisterna com água limpa, o intervalo se estende a semestral. O sinal de alerta é queda de vazão com aumento de ruído na sucção antes de qualquer falha aparente.

Quando o inox 316 se justifica em vez do 304 ou do bronze?

Somente quando há cloretos, água salobra, salmoura ou efluente químico. O 316 tem molibdênio na liga e resiste melhor à corrosão puntiforme, mas custa consideravelmente mais que o 304 e muito mais que o bronze. Em água doce tratada ou de poço, o ganho de vida útil não compensa a diferença de investimento.

Vale mais a pena reparar ou substituir a válvula?

Reparar compensa quando a falha está na vedação, no eixo ou no elemento de retenção, itens que existem como peça de reposição em bronze e ferro fundido a uma fração do valor da válvula nova. Corpo trincado, rosca corroída ou flange com perda de espessura não têm reparo confiável e exigem substituição, sob risco de vazamento e perda de escorva permanente.

A válvula de crivo pode causar golpe de aríete?

Sim, indiretamente. Ao fechar bruscamente na parada da bomba, ela interrompe a coluna de líquido em movimento e gera uma onda de sobrepressão que se propaga pela tubulação, o chamado golpe de aríete. Em recalques longos ou de grande altura manométrica, a mitigação envolve partida e parada suaves, ventosas ou tanque hidropneumático, com verificação por profissional habilitado.

Que documentos exigir do fornecedor em compra técnica?

Peça a ficha técnica com material do corpo, do crivo e da vedação, pressão e temperatura máximas de trabalho, e o padrão de rosca ou de flange. Em contrato regulado ou compra pública, especifique a inspeção e o recebimento conforme a ABNT NBR 10156 e solicite laudo de composição do material. Para modelos de bronze, a ABNT NBR 15705 é a referência aplicável aos elementos de retenção.

Qual a diferença entre vedação por disco e por esfera?

O disco com assento elastomérico oferece estanqueidade melhor em água limpa e é o padrão nos modelos de bronze. A esfera tolera melhor partículas em suspensão, porque gira e não fica presa a um único ponto de assentamento, sendo preferível em efluente e água com sedimento. A escolha errada aparece como perda de escorva durante a parada noturna.

Solicitar orçamento gratuito

Para obter cotações comparativas de válvula de crivo, informe a especificação técnica completa, o volume estimado, o prazo de entrega aceitável e a região. Em até 24 horas você recebe propostas alinhadas ao perfil técnico e comercial da sua operação. O serviço da Soluções Industriais é gratuito para o comprador e dá acesso direto a mais de 50 mil fornecedores cadastrados no marketplace, com possibilidade de comparar múltiplas opções em poucos cliques.

Página revisada pela equipe técnica de Válvulas e Conexões da Soluções Industriais. Última revisão: 22 de agosto de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.

Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.

Fontes técnicas citadas: ABNT NBR 12214, ABNT NBR 15705, ABNT NBR 5647, ABNT NBR 5648, ABNT NBR 13714, ABNT NBR 10156, NR-12.