EUA impõem tarifa de 12,5% ao Brasil após investigação sobre trabalho forçado
O Brasil entrou no grupo de países sujeitos a tarifa de 12,5% dos EUA após uma investigação sobre trabalho forçado em cadeias produtivas internacionais. Além dos produtos brasileiros, a medida alcança importações vindas de China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Suíça e diversos outros países.
O Brasil foi incluído em uma nova rodada de tarifas apresentada pelo governo dos Estados Unidos, em meio a uma investigação sobre produtos supostamente fabricados com trabalho forçado. A proposta prevê cobrança adicional de 12,5% e pode afetar setores exportadores que já acompanham com cautela o aumento das barreiras comerciais no mercado estadunidense.
EUA incluem Brasil em nova rodada de tarifas
O governo dos Estados Unidos incluiu o Brasil em uma nova proposta de tarifa sobre importações, apresentada após investigação envolvendo produtos supostamente fabricados com trabalho forçado.
A medida prevê cobrança de 12,5% sobre mercadorias brasileiras que entram no mercado estadunidense, percentual também aplicado a países como China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Suíça.
Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, a tarifa mais alta foi direcionada a economias consideradas menos efetivas na adoção ou aplicação de barreiras contra mercadorias produzidas nessas condições.
Economias como Canadá, México, União Europeia, Taiwan e Reino Unido foram enquadradas em uma faixa menor, de 10%, por já adotarem restrições ou assumirem compromissos relacionados ao tema.
A nova cobrança surge um dia depois da recomendação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, ampliando a tensão na relação comercial entre os dois países.
Produtos alvos e exceções
A nova rodada de tarifas dos Estados Unidos mira itens como alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio, tabaco e arroz, conforme a lista apresentada pelo governo estadunidense.
A cobrança foi associada à investigação sobre mercadorias supostamente ligadas a trabalho forçado, usada como justificativa para diferenciar países e produtos dentro da medida.
Apesar da abrangência da proposta, alguns alimentos ficaram fora da nova taxação, incluindo carne bovina, tomates, bananas, café e suco de laranja.
A exclusão desses produtos reduz o impacto imediato sobre setores agrícolas relevantes e evita encarecer itens com peso no consumo e no abastecimento dos Estados Unidos.
Também não devem entrar nessa rodada mercadorias que já estão sujeitas a outras tarifas, como metais, alguns combustíveis e determinados produtos químicos.
Com isso, o governo estadunidense tenta evitar a sobreposição de cobranças e limitar efeitos adicionais sobre cadeias produtivas que já enfrentam barreiras comerciais.



