Cases e Análises

Empresas lideradas por mulheres impulsionam comércio Brasil-Chile

Um estudo recente mostra que empresas lideradas por mulheres estão impulsionando o comércio entre Brasil e Chile. Essas companhias têm aumentado suas exportações e diversificado seus produtos, além de fortalecer a inclusão feminina no comércio internacional.

Um estudo recente revela que empresas lideradas por mulheres estão desempenhando um papel significativo nas relações comerciais entre Brasil e Chile. Desde a implementação do acordo de livre comércio em 2022, a participação feminina nas exportações bilaterais cresceu consideravelmente, destacando a importância do empoderamento feminino no comércio internacional.

Crescimento das exportações femininas

O crescimento das exportações femininas entre Brasil e Chile tem sido notável desde a implementação do acordo de livre comércio em 2022.

O estudo conjunto entre o MDIC e a Subrei destaca um aumento superior a 100% no valor total exportado por empresas lideradas por mulheres do Brasil para o Chile entre 2021 e 2024.

Esse crescimento reflete não apenas a liberalização do comércio, mas também o fortalecimento das iniciativas de promoção comercial que visam fomentar a participação feminina no mercado internacional.

Além disso, observa-se uma diversificação significativa nos setores de exportação, com maior presença em áreas de maior valor agregado, como alumínio e autopeças.

No caso do Chile, as exportações realizadas por empresas lideradas por mulheres também mostraram um aumento expressivo, tanto em valor quanto em número de empresas.

Entre 2021 e 2024, o número de empresas chilenas exportando para o Brasil cresceu 3,8% ao ano, em média, com uma diversificação notável de produtos exportados.

Esses avanços são um indicativo do impacto positivo que políticas de inclusão de gênero podem ter no comércio internacional, promovendo um ambiente mais justo e representativo.

Impacto do acordo de livre comércio

O acordo de livre comércio entre Brasil e Chile, em vigor desde janeiro de 2022, teve um impacto significativo na participação de empresas lideradas por mulheres nas exportações bilaterais.

Este acordo inclui um capítulo específico sobre gênero, que visa promover a inclusão e a equidade no comércio internacional.

Desde a sua implementação, o acordo facilitou o acesso a novos mercados para empresas lideradas por mulheres, aumentando sua competitividade e permitindo que expandissem suas operações.

O estudo revelou que o valor das exportações de empresas brasileiras lideradas por mulheres para o Chile mais do que dobrou entre 2021 e 2024.

Além disso, o acordo incentivou a cooperação entre as duas nações em iniciativas de promoção comercial focadas no empoderamento feminino.

Essas iniciativas têm sido fundamentais para aumentar a visibilidade e o reconhecimento das empresas lideradas por mulheres, tanto no Brasil quanto no Chile, promovendo um comércio mais inclusivo e sustentável.

O impacto do acordo de livre comércio destaca a importância de políticas comerciais que considerem a perspectiva de gênero, contribuindo para um desenvolvimento econômico mais equilibrado e justo.

Iniciativas para a equidade de gênero

As iniciativas para a equidade de gênero no comércio entre Brasil e Chile têm sido fundamentais para promover a inclusão feminina no mercado internacional.

Desde 2022, ambos os países intensificaram a cooperação em prol da igualdade de gênero, impulsionados pelo Capítulo de Comércio e Gênero do Acordo de Livre Comércio.

Entre as iniciativas, destaca-se a adesão do Brasil ao Arranjo Global sobre Comércio e Gênero (GTAGA), que reforça o compromisso de ambos os países com a promoção da equidade de gênero no comércio internacional.

Além disso, a ApexBrasil e a ProChile têm promovido missões empresariais e programas de capacitação para empreendedoras, fortalecendo laços comerciais e incentivando o empoderamento feminino.

Internamente, o Brasil lançou o programa “Elas Exportam”, que incentiva o empreendedorismo feminino e foi premiado pela Organização Mundial do Comércio.

Este programa busca ampliar a participação das mulheres no comércio exterior, oferecendo suporte e oportunidades para empresárias brasileiras.

Essas iniciativas demonstram que a promoção da igualdade de gênero não é apenas uma questão de justiça social, mas também uma estratégia de desenvolvimento econômico que gera impacto positivo e sustentável.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Willian Souza

Colunista no segmento Cases e Análises | C.O.O. no Grupo Ideal Trends, com ampla experiência como líder de operações e gerente de projetos. Também possui vasta experiência em marketing digital, tecnologia, inovações, gerenciamento de equipes, análise estratégica de mercados e competitividade industrial.

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