Indústria de tintas busca reduzir pegada de carbono em 25% até 2030
A indústria de tintas no Brasil está comprometida em reduzir sua pegada de carbono em 25% até 2030, por meio da promoção da economia circular e da adaptação a normas regulatórias internacionais, com iniciativas como o projeto RetornaTinta, visando uma produção mais sustentável e atendendo à demanda por produtos ecológicos.
A indústria de tintas no Brasil está comprometida em reduzir sua pegada de carbono em 25% até 2030. Liderada pela Abrafati, essa iniciativa envolve o Programa Setorial de Sustentabilidade, que já conta com a adesão de 75% das fabricantes do setor. A meta é diminuir as emissões anuais em 4%, promovendo práticas mais sustentáveis.
Economia circular como prioridade
A economia circular tem se tornado um pilar fundamental para a indústria de tintas no Brasil. A Abrafati, através do projeto RetornaTinta, está promovendo a coleta de sobras de tintas e embalagens, com pontos de coleta em Recife e expansão planejada para Fortaleza em 2025.
Essa iniciativa visa reduzir o descarte inadequado e incentivar o reaproveitamento de resíduos, promovendo práticas mais sustentáveis no setor.
Empresas como AkzoNobel e Suvinil estão na vanguarda dessa transformação, convertendo resíduos industriais em matéria-prima e recuperando materiais valiosos.
No entanto, desafios persistem, como a conscientização do consumidor e a infraestrutura limitada para coleta. A indústria busca superar essas barreiras para ampliar o impacto positivo da economia circular.
Desafios e regulação internacional
A indústria de tintas enfrenta desafios significativos em sua jornada rumo à sustentabilidade, especialmente no que diz respeito às regulações internacionais.
As metas de redução de emissões da Abrafati, que atualmente abrangem apenas os escopos 1 e 2, deixam de lado o escopo 3, que inclui emissões indiretas da cadeia produtiva.
Esse é um aspecto crucial, pois essas emissões podem representar uma parcela significativa do impacto ambiental do setor.
Além disso, as regulamentações globais, como as restrições a compostos PFAS e VOCs, estão se tornando cada vez mais rigorosas. O setor precisa se adaptar rapidamente para manter sua competitividade no mercado internacional.
A pressão dos consumidores por produtos mais sustentáveis também impulsiona a inovação, exigindo que as empresas se antecipem às mudanças regulatórias e às demandas do mercado.
Fonte: Um Só Planeta



