Nestlé transforma produção de cacau no Pará com inovações
A Nestlé, em parceria com a Labor Rural, lançou o projeto “Mais Inteligência, Mais Cacau” no Pará, que visa aumentar a produtividade e a rentabilidade dos produtores de cacau, resultando em um aumento de 18% na produtividade e 400% na rentabilidade, através de práticas sustentáveis e decisões baseadas em dados.
A produção de cacau no Brasil enfrenta desafios de baixa produtividade, mas a Nestlé, em parceria com a Labor Rural, está mudando esse cenário. Com o projeto “Mais Inteligência, Mais Cacau”, a empresa visa aumentar a produtividade e rentabilidade dos produtores no Pará, utilizando práticas sustentáveis e decisões orientadas por dados.
Iniciativa “Mais Inteligência, Mais Cacau”
A iniciativa “Mais Inteligência, Mais Cacau”, lançada pela Nestlé em parceria com a consultoria Labor Rural, tem como objetivo principal aumentar a produtividade e a rentabilidade dos produtores de cacau no Brasil.
O projeto foi iniciado em 2022 e faz parte do programa de sustentabilidade da empresa, o Nestlé Cocoa Plan, que prevê um investimento de R$ 110 milhões entre 2022 e 2025.
O foco do projeto é fornecer aos produtores de cacau as ferramentas e o conhecimento necessários para otimizar suas operações.
Isso inclui o desenvolvimento de um sistema de gestão chamado Elabore Cacau, que oferece dados críticos para a tomada de decisões técnicas pelos produtores.
Além disso, o projeto promove práticas agrícolas sustentáveis, desde o plantio até a colheita, incluindo poda, adubação e produção de mudas de alto valor genético.
Os produtores participantes recebem consultoria técnica e gerencial através de visitas mensais realizadas por engenheiros agrônomos especializados em cacauicultura.
Esses especialistas ajudam a implementar as melhores práticas de manejo e a gerenciar a propriedade de forma eficiente, visando a redução de custos e o aumento da lucratividade.
Resultados expressivos no Pará
Os resultados do projeto “Mais Inteligência, Mais Cacau” no estado do Pará têm sido extremamente positivos, superando as expectativas iniciais.
No primeiro ano agrícola completo do projeto, de setembro de 2023 a agosto de 2024, as 24 fazendas participantes registraram um aumento de 18% na produtividade, alcançando 808 quilos de amêndoas por hectare, em comparação com os 12 meses anteriores ao início do projeto.
Além do aumento na produtividade, a rentabilidade dos produtores também apresentou um crescimento significativo.
O indicador de rentabilidade aumentou 44%, ajustado a preços de 2023 para eliminar distorções de mercado, e, considerando os valores reais praticados em 2023 e 2024, a rentabilidade quintuplicou, atingindo 400% em relação ao período anterior.
Esses resultados demonstram o potencial de crescimento da cacaucultura no Brasil, especialmente em regiões como o Pará, onde a combinação de práticas sustentáveis e gestão orientada por dados está transformando a realidade dos produtores locais.
Com o sucesso inicial do projeto, o número de fazendas participantes foi ampliado, e a expectativa é que os indicadores melhorem ainda mais até o final do projeto, em dezembro de 2025.
Fonte: Época Negócios



