Produção de plástico reciclado movimenta R$ 4 bi no Brasil
Em 2024, a produção de plástico reciclado no Brasil aumentou 8%, totalizando 1,012 milhão de toneladas, com um faturamento de R$ 4 bilhões e a criação de mais de 20 mil empregos. Os principais usos da resina PCR incluem setores de alimentos, bebidas e agroindústria, evidenciando a crescente demanda por soluções sustentáveis.
A produção de plástico reciclado no Brasil cresceu 8% em 2024, alcançando 1,012 milhão de toneladas. Esse aumento reflete um avanço significativo na economia circular, impulsionado pela demanda crescente por materiais sustentáveis. O faturamento da indústria de reciclagem atingiu R$ 4 bilhões, gerando mais de 20 mil novos empregos.
Crescimento da reciclagem impulsiona economia
O avanço da produção de plástico reciclado no Brasil em 2024 trouxe impactos econômicos relevantes, consolidando o país como um dos principais polos de reciclagem da América Latina.
O faturamento do setor alcançou R$ 4 bilhões, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior, resultado da combinação entre maior eficiência produtiva, ampliação da capacidade instalada e aumento da demanda por soluções sustentáveis.
Além de movimentar a economia, a reciclagem teve um papel importante na geração de empregos. Foram criados 20.043 postos de trabalho diretos, o que representa crescimento de 7,7% em comparação a 2023.
Esse desempenho reforça a relevância do setor não apenas na agenda ambiental, mas também como motor de desenvolvimento regional e social.
A capacidade instalada das recicladoras também registrou expansão, com alta de 1,9%, chegando a 2,43 milhões de toneladas.
Esse avanço está ligado à modernização de linhas de produção e à incorporação de tecnologias que tornam o processo de reaproveitamento mais eficiente.
O cenário positivo reflete o amadurecimento da economia circular no país, com investimentos consistentes e uma estrutura produtiva mais robusta para atender à demanda crescente por materiais reciclados.
Novos setores lideram consumo de resina reciclada
A resina plástica pós-consumo reciclada (PCR) teve como principais destinos, em 2024, os setores de Alimentos e Bebidas, com 167 mil toneladas, e Higiene Pessoal, Cosméticos e Limpeza Doméstica, que absorveram 132 mil toneladas.
Esse movimento representa uma mudança significativa no perfil de consumo e evidencia o impacto das metas de sustentabilidade adotadas por empresas desses segmentos, além da crescente pressão dos consumidores por embalagens mais responsáveis do ponto de vista ambiental.
A Agroindústria também apresentou forte expansão no uso da PCR, registrando consumo de 92 mil toneladas, um aumento superior a 35% em relação a 2023.
A resina reciclada tem sido aplicada em lonas, mangueiras e embalagens de agroquímicos, demonstrando a versatilidade do material e sua capacidade de atender diferentes demandas produtivas.
Essa diversificação dos setores consumidores marca uma transição importante: a construção civil, antes principal destino da resina reciclada, perdeu espaço para segmentos voltados ao consumo direto, como alimentos e cosméticos.
A mudança reflete não apenas novas exigências regulatórias, mas também estratégias de mercado que colocam a sustentabilidade no centro das cadeias produtivas. Esse reposicionamento fortalece a reciclagem como vetor de inovação e competitividade no Brasil.
Fonte: Agência Brasil



