iFood Benefícios fecha acordo para comprar a Caju
Ao comprar a Caju, o iFood Benefícios poderá incorporar uma operação que já atende mais de 70 mil empresas e possui ampla rede de aceitação no país.
A disputa pelo mercado brasileiro de benefícios corporativos ganhou um novo capítulo após o iFood Benefícios fechar um acordo para comprar a Caju, empresa que atende mais de 70 mil companhias. O negócio ocorre em um setor estimado em R$ 150 bilhões por ano e ainda precisa passar pelo Cade e pelo Banco Central antes de qualquer mudança efetiva nas operações.
Compra reforça consolidação no setor de benefícios
O tamanho da Caju transforma a aquisição em um movimento relevante dentro de um segmento que ultrapassa os tradicionais cartões de alimentação e refeição oferecidos pelas empresas.
Além dos benefícios corporativos, plataformas desse mercado passaram a disputar espaço em áreas como reembolso de despesas, pagamentos empresariais e administração de rotinas ligadas aos funcionários.
Essa ampliação coloca fornecedores de benefícios mais próximos de serviços financeiros e softwares de recursos humanos, com empresas interessadas em reduzir a quantidade de sistemas utilizados internamente.
A Caju chega à negociação com mais de 70 mil clientes empresariais e uma rede de aceitação superior a 12 milhões de estabelecimentos para seus cartões.
O iFood Benefícios possui alcance semelhante no comércio físico, além da conexão com a plataforma de delivery que reúne centenas de milhares de restaurantes e mercados parceiros.
A combinação dessas estruturas, caso seja autorizada, amplia a escala de uma empresa que passa a disputar clientes em diversas etapas da relação financeira entre empregadores e trabalhadores.
Regras do PAT também entram na disputa
A negociação ocorre em meio às mudanças do Programa de Alimentação do Trabalhador, que reúne aproximadamente 22 milhões de pessoas vinculadas a cerca de 470 mil empresas.
Entre as novas regras está um teto de 3,6% para determinadas taxas cobradas dos estabelecimentos, alteração relevante para restaurantes e comércios que recebem pagamentos por benefícios corporativos.
Nesse ambiente, possuir uma base maior de usuários e estabelecimentos pode aumentar o peso comercial das empresas do setor sem eliminar as limitações impostas pela nova regulamentação.
O impacto concorrencial dessa combinação será justamente um dos pontos sob análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica antes da eventual conclusão da aquisição.
Mesmo com uma possível aprovação do Cade, a compra ainda dependerá da autorização do Banco Central para avançar até sua etapa definitiva.
Até que os órgãos reguladores concluam suas avaliações, Caju e iFood Benefícios permanecem empresas separadas, sem alterações imediatas para clientes, funcionários ou parceiros comerciais.



