Exportações de café solúvel para EUA caem 57% em outubro
As exportações de café solúvel do Brasil para os EUA sofreram uma queda de 57% em outubro devido a tarifas adicionais. A Abics está em negociações com governos e clientes para tentar reverter essa situação, visando a redução das tarifas e a melhoria da competitividade do café brasileiro no mercado americano.
A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) está no centro das discussões sobre o futuro das exportações brasileiras após as tarifas impostas pelos Estados Unidos provocarem queda acentuada nos envios do produto. Diante da redução de 57% nos embarques em outubro, a entidade mobiliza reuniões e estratégias para tentar reverter o quadro e evitar perdas ainda mais profundas para o setor.
Café solúvel do Brasil perde espaço nos EUA
As tarifas extras aplicadas pelos Estados Unidos ao café solúvel brasileiro provocaram uma forte retração nas vendas do produto para o mercado americano.
Em outubro, as exportações recuaram 57% em relação ao mesmo período do ano anterior, aprofundando a queda iniciada em agosto, quando o volume embarcado já havia diminuído cerca de 60%.
O aumento das taxas reduziu a competitividade do café brasileiro diante de concorrentes como Vietnã, Indonésia e Colômbia, que enfrentam tarifas muito inferiores.
Enquanto o produto nacional chega aos EUA com uma carga total de 50%, os demais exportadores operam com taxas entre 10% e 25%, o que lhes garante vantagem comercial.
Além de afetar o setor exportador no Brasil, a mudança repercute no mercado consumidor dos EUA. A diminuição da oferta pode levar shoppers a substituir o café brasileiro por marcas de outras origens, deslocamento que, segundo especialistas, pode ser difícil de reverter se ganhar força.
Diante desse cenário, a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) intensificou articulações para tentar reverter os prejuízos.
A entidade prepara reuniões com associados, representantes do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e consultores estratégicos para definir ações que ajudem a recuperar competitividade no mercado americano.
Também já solicitou novos encontros com o governo brasileiro para discutir medidas diplomáticas que pressionem por uma revisão das tarifas.
Para o setor, o êxito dessas iniciativas é essencial para evitar a queda contínua das exportações e preservar o espaço do café solúvel brasileiro em um ambiente internacional cada vez mais disputado.



