Indústria e Tendências

Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde em setembro

Em setembro de 2025, o Brasil registrou um recorde de exportações do agronegócio, totalizando US$ 14,95 bilhões, com destaque para as carnes suína e bovina. A estratégia de diversificação em novos mercados e produtos menos tradicionais fortaleceu a posição do país no comércio internacional, promovendo práticas sustentáveis e mitigando riscos econômicos.

Em setembro de 2025, o agronegócio brasileiro atingiu um marco histórico com exportações que somaram US$ 14,95 bilhões, destacando-se como o maior valor registrado para o mês desde o início da série histórica. As carnes suína e bovina lideraram o crescimento, refletindo a resiliência e competitividade do setor mesmo em um cenário internacional desafiador.

Recorde de exportações em setembro

O agronegócio brasileiro registrou um resultado histórico em setembro de 2025, com exportações que somaram US$ 14,95 bilhões, o maior valor já alcançado para o mês desde o início da série histórica.

O desempenho confirma o peso do setor na economia nacional e a sua capacidade de manter o crescimento mesmo em um cenário internacional desafiador.

As vendas externas do setor tiveram alta de 6,1% em relação a setembro de 2024, impulsionadas pelo aumento de 7,4% no volume exportado.

Apesar da leve queda nos preços médios dos produtos no mercado global, a demanda internacional por commodities brasileiras garantiu a expansão da receita.

Entre os principais produtos exportados, as carnes bovina e suína se destacaram com resultados expressivos.

A carne suína in natura alcançou um valor recorde de US$ 346,1 milhões, o que representa um crescimento de 28,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O volume exportado quase dobrou, refletindo o aumento da demanda externa e a consolidação do Brasil entre os maiores fornecedores globais da proteína.

A carne bovina in natura também teve forte desempenho, totalizando US$ 1,77 bilhão em exportações, uma alta de 55,6% na comparação anual. O avanço foi impulsionado pelo aumento dos embarques e pela recuperação da demanda em mercados estratégicos.

O milho completou a lista de destaques do mês, com exportações que atingiram US$ 1,52 bilhão, um crescimento de 23,5% em relação a setembro de 2024.

O resultado reforça a importância do agronegócio como motor da economia brasileira, sustentado por produtividade, inovação tecnológica e competitividade no comércio internacional.

Mesmo diante de um ambiente global volátil, o setor segue demonstrando capacidade de adaptação e liderança nas exportações mundiais de alimentos.

Diversificação e novos mercados

A diversificação das exportações do agronegócio brasileiro tem sido uma estratégia fundamental para fortalecer a presença do país no mercado internacional.

Em setembro de 2025, essa abordagem ficou evidente com o registro de recordes históricos em itens menos tradicionais, como sementes de oleaginosas (exceto soja), melancias frescas e feijões.

As sementes de oleaginosas, por exemplo, apresentaram um aumento de 92,3% em volume, enquanto as melancias frescas cresceram 65%, e os feijões, 50,8%.

Esses resultados refletem o esforço conjunto do governo e do setor privado em abrir e ampliar mercados para produtos de maior valor agregado.

Além disso, o governo brasileiro tem investido na promoção comercial e no suporte às cadeias produtivas, visando aumentar a presença do agronegócio em destinos estratégicos, como Ásia, Europa e América do Norte.

Essa estratégia inclui a realização de missões internacionais e a participação em feiras, que ajudam a consolidar o Brasil como um parceiro confiável na segurança alimentar global.

O foco na diversificação não só amplia o leque de produtos exportados, mas também reduz riscos econômicos ao diminuir a dependência de mercados específicos, promovendo a sustentabilidade e a inovação no setor.

Jéssica Rocha

Colunista no segmento Indústria e Tendências | Diretora de Operações com atuação direta em áreas Operacionais, Comerciais, de Marketing, Tecnologia, entre outras, sempre atenta às tendências globais que impactam a indústria, o mercado empresarial e a economia mundial.

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