Parlamentares destacam importância de incluir dimensão climática no orçamento
Parlamentares ressaltam a necessidade de um orçamento verde, enfrentando desafios políticos para incorporar a dimensão climática nas legislações orçamentárias, com o objetivo de promover justiça social e sustentabilidade.
O orçamento climático deve ser prioridade, afirmam parlamentares durante audiência pública no Senado. Fabiano Contarato e outros líderes destacam a necessidade de ações transversais para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
Importância de um orçamento verde
A importância de um orçamento verde foi amplamente destacada por parlamentares durante a audiência pública no Senado.
A necessidade de incorporar a dimensão climática nas legislações orçamentárias é vista como essencial para enfrentar os desafios ambientais atuais.
De acordo com a Agência Senado, o senador Fabiano Contarato enfatizou que os parlamentos devem garantir que as respostas à crise climática estejam refletidas nos marcos legais e orçamentários.
Alfonso Longton, presidente do colegiado chileno, reforçou a relevância de incluir conteúdos climáticos transversais nas leis de orçamento.
Segundo ele, um orçamento verde é essencial para uma melhor gestão de financiamentos e investimentos públicos, assegurando que os recursos sejam direcionados para iniciativas sustentáveis.
Essa abordagem visa não apenas à proteção ambiental, mas também à promoção da justiça social e ao fortalecimento da democracia.
Os parlamentares defendem que cada setor deve atuar com responsabilidade ambiental, integrando a sustentabilidade em suas práticas diárias.
Desafios políticos e o papel dos legisladores
Os desafios políticos enfrentados pelos legisladores na inclusão da dimensão climática no orçamento são significativos.
A senadora Edith Terenzi destacou a necessidade de fortalecer o multilateralismo climático em um contexto político fragmentado.
Ela criticou a postura do presidente argentino, Javier Milei, que considera retirar o país do Acordo de Paris, classificando sua política como negacionista.
Os legisladores enfrentam a tarefa de avançar em suas prioridades climáticas, mesmo quando há disparidades com os Executivos.
A audiência pública ressaltou a importância de os parlamentos sustentarem suas prioridades, garantindo que as políticas climáticas sejam refletidas nos marcos legais e orçamentários.
A diretora-executiva da COP 30, Ana Toni, também abordou a questão do financiamento climático, destacando a necessidade de mobilizar recursos dos países desenvolvidos para apoiar ações de mitigação e adaptação nos países em desenvolvimento.



